POR QUE OS MUÇULMANOS NÃO ACEITAM ISRAEL

A Cultura Islâmica e a existência de Israel:
O Estado de Israel ficou independente em 1948. A celebração dessa independência, entretanto, é e precisa ser renovada a cada dia, pois jamais foi plenamente acatada pelos vizinhos islâmicos que, ao contrário, continuam pregando o ódio e buscando de todas as formas possíveis, enfraquecer e destruir o Estado Judeu. Por que motivo?
Para o islã, de uma maneira geral, a cultura ocidental judaico – cristã é vista como inimiga e opressora. O islã também adota o princípio do “Dar El Islam” onde qualquer terra que algum dia tenha sido islâmica, jamais poderá deixar de ser. O princípio é ainda semelhante ao aplicado às pessoas – quem nasce islâmico e decide por qualquer motivo trocar de religião é condenado a penas duríssimas ou até a morte, segundo a lei islâmica, aplicada em diversos países, como o Irã, por exemplo.

O princípio da Dhimytude também não pode deixar de ser esquecido. Segundo a lei islâmica, é possível haver a permissão de que não islâmicos vivam nas terras islâmicas, porém, se autorizado for e sob determinadas condições – são elas: 1) Ser autorizado; 2) Aceitar a condição de “Dhimmy”, ou seja, de que o direito a prática da religião, da profissão, de possuir terras e até mesmo de viver depende do interesse e da boa vontade do líder muçulmano de plantão e 3) Pagar impostos especiais pela sua condição. Foi exatamente por intermédio dessas regras que por vários séculos judeus e cristãos puderam viver em terras islâmicas – às vezes até muito bem, mas sempre sujeitos à boa vontade do líder de plantão. E onde essa cultura se choca com Israel?
Em quase tudo. Israel foi um Estado criado com base nos direitos e nas liberdades – e a construção de um Estado nesses termos é claramente incompatível com “pedir a um sultão ou a um rei ou, seja lá quem for o direito a viver.” Assim, como as lideranças islâmicas ao redor podem falar com tanta arrogância a respeito da superioridade de sua cultura em relação à ocidental, se um país muito pequeno, quase sem território e por isso mesmo muito frágil e baseado na cultura ocidental dos direitos e das liberdades, sobrevive forte como uma rocha, bem no seu quintal? Não é nada fácil para eles.
Assim, a possibilidade de existir uma paz plena com os vizinhos islâmicos está diretamente relacionada com o atual e péssimo, em geral, enfoque que o islã e seus líderes da à tolerância ao diferente e à supremacia da sua cultura em relação aos valores ocidentais. Infelizmente, a resistência de tantos segmentos em colocar o foco onde ele deveria ser colocado faz com que nada mude e o radicalismo islâmico prossiga na sua agenda, com mais vigor a cada dia.

 
 Marcelo Starec

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