FASCISMO E O USO LEVIANO DO TERMO

Um termo antigo, velho e sem graça que prossegue sendo tão usado e normalmente de forma leviana ou como simples insulto.  É hora de se parar por um instante e analisar o real significado deste termo.

Historicamente, o fascismo nasceu na Itália, na década de 30, absorvendo várias demandas da esquerda, ao mesmo tempo em que se colocava como anticomunista.  Os fascistas compreenderam a importância da união em torno de um ideal e de um conjunto de valores, sob uma liderança forte e centralizadora, em um Estado capaz de ser o “grande pai”, o “juiz” entre o certo e o errado.  O fascismo cria uma realidade que pode ser a priori tão somente uma fantasia, mas que quando muitos acreditam piamente nela, se transforma em algo real e verdadeiro aos que fazem parte.  No fascismo, palavras de ordem são passadas de cima para baixo e sempre obedecidas na íntegra.  O sentimento de grupo, de conjunto e com a cega obediência às ordens superiores cria uma força e uma capacidade de manipulação das massas desproporcional.  Tudo isso somado a um líder que representa o Estado e está acima do bem e do mal.

Após o fim da segunda grande guerra, o fascismo se viu desmoralizado.  No entanto, isso não significa que não se encontre regimes muito parecidos, inclusive entre os seus maiores oponentes.  Em uma análise fria do Stalinismo na União Soviética ou do regime de Fidel Castro, verifica-se sem qualquer dúvida uma série de semelhanças com o fascismo, inclusive a obediência a um líder, que está acima do bem e do mal. Entretanto, elementos do fascismo se encontram em todos os cantos, o que permite a muitos por aí fazer o uso leviano deste termo, classificando todos aqueles de que não gosta como fascista.  Afinal sempre é possível encontrar alguma característica de fascismo aonde você quiser.

Por fim, como evitar o domínio por esse regime?  Existe uma forma simples – Garantia dos direitos e liberdades individuais, democracia e uma sociedade que entenda que todos, mesmo aqueles em que odiamos, devem ter os seus direitos respeitados.  Sociedades que prezam a garantia de direitos como algo fundamental, como os Estados Unidos e Israel, por exemplo, são aquelas que possuem o anticorpo mais poderoso contra as brutalidades do fascismo.   Há um limite claro para o que pode ou não ser aceito – e esse limite é a garantia a qualquer um de poder defender e praticar aquilo em que acredita, com total respeito à lei – que garante esse mesmo direito para todos.

Marcelo Starec 

 

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