JORDÂNIA É PALESTINA E PALESTINA É JORDÂNIA

Palestina e Jordânia:
Palestina é o nome dado a uma região geográfica, pelos Romanos, no século II da era comum. Esse nome não foi escolhido por acaso, ao contrário, teve um propósito muito claro – retirar o vínculo da Judéia (nome original da região) com o povo judeu.
Essa nova denominação nada tem a ver com a história dos povos do Oriente Médio, tendo sido uma imposição do Imperador Romano Adriano. Após a Revolta de Bar Kochba (entre 132 e 135 d.c.), onde judeus conseguiram retomar a soberania na Judéia por um curto período de três anos, Adriano decidiu que esse povo revoltoso deveria ser exemplarmente punido. Assim, Adriano enviou para a Judéia grande parte do poderoso exército de Roma. Com a força máxima, o exército romano acabou cometendo um genocídio de grandes proporções, assassinando cerca de 580,000 judeus (homens, mulheres e crianças), de acordo com os relatos dos comandantes militares. 


Após a vitória rápida e definitiva sobre os judeus, Adriano decidiu dar um nome novo à Judéia, um nome que humilhasse os revoltosos. O nome escolhido para a região, Palaestina, teria relação com um povo invasor que, séculos antes, teria vindo da Europa, pelo mar e se estabelecido em locais como Gaza e outros locais próximos e lutado contra os judeus, não tendo jamais conquistado a Judéia ou Jerusalém em momento algum. Esse povo, os Filisteus, sequer existia ou estava por ali nos tempos de Adriano. Assim, Adriano não teve o objetivo de entregar a Judéia a algum outro povo da região, mas sim em conquistá-la para Roma e dar um forte exemplo para os demais povos que estivessem buscando se revoltar contra o Império.
Esse nome “não pegou”, assim como a nova denominação de Jerusalém de Adriano (Aelia Capitolina), mas foi devidamente revigorado pelos Britânicos, quando no século XX conquistaram a região e a chamaram de Mandato Britânico da Palestina. Os Britânicos logo retiraram setenta por cento dessa região e criaram uma nação árabe e islâmica, o Reino Hachemita da Transjordânia (atual Jordânia), tendo o restante sido destinado a um futuro Estado Judeu, por meio da declaração Balfour.
Infelizmente, é muito comum se ver, hoje em dia, uma narrativa onde simplesmente se fala da região da Palestina, mas apenas contemplando os trinta por cento da mesma e se “esquecendo” dos outros setenta por cento, que foram devidamente transformados em mais uma nação árabe e islâmica. 


  Marcelo Starec

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