TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A SEGREGAÇÃO RACIAL EM ISRAEL

Aprendi a cozinhar quando eu morei sozinha em Jerusalém. No meio de uma receita, se sentisse falta de um tempero eu pedia emprestado da minha vizinha de porta, uma árabe muçulmana e que também gostava de cozinhar. Ela tinha de tudo.

A cozinha dos dormitórios universitários da Universidade Hebraica de Jerusalem era compartilhada entre todas as moças do andar, assim como o banheiro. Não raramente, Laila e eu, a moça árabe dos temperos, cozinhavamos juntas. Era divertido.

Nesta mesma instituição dividi a sala de aula com dezenas de árabes muçulmamos. Esses estudantes podiam se isentar de exames no mes do Ramadã quando jejuam. Eles também podiam a todo instante questionar a existência do Estado de Israel durante as aulas.

Uma vez perguntei à uma colega árabe que tinha mais intimidade, por que é que eles não iam estudar em Cairo ou na Jordania. Por que não se juntavam aqueles que tinham mais afinidade cultural e linguistica e no lugar disso estudavam em uma instituição hebraica.

Ela me respondeu que nenhuma universidade do mundo árabe chegava aos pés da Universidade Hebraica de Jerusalém e por isso queria ter um diploma de lá. É a Harvard do Oriente Médio.

Quando fui internada por sofrer rejeição à forte pimenta das comidas do Oriente Médio, dividi a enfermaria com uma mulher árabe. Ela recebia o mesmo tratamento que eu, uma imigrante judia e podia se comunicar com a equipe médica em árabe o tempo todo – mesmo morando em Israel e fazendo questão de não aprender o hebraico.

Enquanto que motoristas de ônibus árabes faziam parte do meu percurso diário pela fantastica cidade de Jerusalém, o meu restaurante favorito da cidade era um falafel de um árabe (que mesmo estando dentro de Israel fazia questão de excluir o hebraico de seu cardápio).

Árabes estão na polícia de Israel, ocupam cadeiras do parlamento (mesmo que suas agendas estejam sempre voltadas à deslegitimar Israel) e também servem ao Exército.

Se em qualquer país do mundo a lei do silêncio é sagrada, em Israel todo santo dia às 4h da manhã sirenes soam em alto e bom som convocando muçulmanos para rezar. Você escuta isso em toda Jerusalem mesmo não sendo islâmico.

Por que eu estou contando isso? Para que você mande tomar no c* aquele seu amiguinho babaca que nem sabe onde fica Israel no mapa antes dele abrir a boca para chamar a maior democracia do Oriente Médio de país do Apartheid.

Na foto, duas professoras: uma judia ortodoxa e outra árabe muçulmana. Pare de repetir que o problema são os extremos.

Contribuiu  para este artigo Marcelo Starec

Bons Negócios  !!                                             Amanda Aron Chimanovitch 

nota do editor: A um ano eu tive tanto medo quando minha filha caçula resolveu se mudar para este mesmo Campus , hoje vendo  toda a sua mudança , agradeço a D’us pelo orgulho que ela me proporciona .

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