TOUROS PROMETEM ALAVANCAR A BOVESPA EM DIA DE ALÍVIO INTERNACIONAL

O pregão desta quinta-feira está repleto de indicadores globais: decisões de juros na Zona do Euro e no Reino Unido; números de inflação e dados de seguro-desemprego nos Estados Unidos; discursos de lideranças dos bancos centrais dos EUA e Europa. A notícia de ontem de que o governo americano está disposto a sentar com a China para buscar soluções à disputa comercial entre os dois países deu um respiro às bolsas asiáticas – pondo fim na pior sequência de quedas desde 2002. O petróleo parou de subir, enquanto o euro e a libra esterlina se mantiveram próximos da estabilidade à espera das suas respectivas decisões de política monetária.

— Apesar da perspectiva de um dia positivo no exterior, o mercado brasileiro deve se manter em modo de cautela por conta das incertezas relacionadas à eleição de outubro. Ontem à noite, sondagem da Record mostrou resultados similares aos da pesquisa Ibope de terça-feira. A notícia perto das 22h00 de que o candidato Jair Bolsonaro teve de ser submetido a um procedimento cirúrgico de urgência inflamou temores entre gestores e analistas sobre a saúde do líder nas pesquisas, após atentado sofrido na semana passada. Trocas de mensagens de WhatsApp se estenderam até perto da meia-noite, quando foi noticiado que a operação tinha sido um sucesso.

— No plano das divulgações locais, teremos vendas no varejo do mês de julho daqui a pouco. O investidor precisa ficar muito atento ao noticiário sobre o racha entre os partidos que apoiam a candidatura de Geraldo Alckmin – que continua estagnado nas pesquisas. Também preste atenção aos desdobramentos sobre o impacto das operações anti-corrupção que atingiram políticos do PSDB. Com a delação do ex-ministro Antonio Palocci prestes a ser assinada, qualquer vazamento deve atingir em cheio o PT e seus antigos aliados. A política não deve dar o menor sossego ao investidor nos próximos dias.

— Câmbio: pode refletir o exterior, após notícia de possível reunião entre os EUA e a China; mercado de olho em reuniões de bancos centrais europeu e britânico.

— Juros: deve operar em linha com o dólar, porém acompanhando noticiário político e vendas no varejo.

— Bolsa: pode operar em linha com as bolsas mundiais, mas de olho na situação de Bolsonaro e as notícias da eleição.

— Ações: JBS, com pagamento adiantado de R$ 2 bilhões em acordo com bancos; Petrobras, que foi notificada de demanda arbitral na Argentina; Minerva, que aceitou a Salic como maior sócia para poder reduzir dívida; Bradespar, que anunciou mudança na data de pagamento no caso Eletron; CPFL Renováveis, que teve edital da OPA protocolada pela State Grid em R$ 14,60/ação; Brasil Pharma, com possível venda da rede Farmais; Rumo, que pretende duplicar a Malha Norte; Telebras, com acordo para ligar cabo entre Brasil e Paraguai; operadoras de telefone, com Oi, Claro e Vivo multadas por irregularidades; IMC, com aumento da participação do Itaú; Itaú, com presidente reclamando da restrições impostas pelo Cade à compra da XP; BRF, procurada pelo MPF do Rio para acordo de leniência, segundo a Reuters.

— Destaques das recomendações: Credit Suisse diz que a Minerva ($BEEF3) precisa demonstrar capacidade de manter alavancagem em nível saudável, postando geração de caixa consistente, mas que isso dependerá da gestão de capital de giro, tornando a tese de investimento da companhia frágil.fonte:https://tradersclub.com.br/blog/bolsonaro-hospital/

Futuros esta em + 0,46 % pro IBovespa

Bons Negócios  !!

Be the first to comment

Leave a Reply