AINDA NÃO TERMINOU JULGAMENTO DE NAZISTAS QUE ATACARAM JUDEUS NO RIO GRANDE DO SUL EM 2005

Estamos no segundo dia do julgamento pela 2ª Vara do Júri de Porto Alegre de três dos 14 réus acusados de atacar um grupo de judeus em 2005. O crime ocorreu em 8 de maio daquele ano, no bairro Cidade Baixa, data em que era celebrado o fim o Holocausto (assassinato em massa de judeus durante a 2ª Guerra Mundial).
O Ministério Público (MP) acusa Laureano Vieira Toscani, Fábio Roberto Sturm e Thiago Araújo da Silva de tentativa de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe (discriminação racial), meio cruel e recurso que dificultou defesa das vítimas. Os promotores afirmam que o trio fazia parte de um grupo neonazista. Um acordo entre o MP e os advogados dos réus e acatado pela juíza Cristine Busatto Zardo fez com que o júri fosse dividido em dois dias.
Duas vítimas de agressões foram ouvidas. Uma delas, alvo de facada, chutes e socos, disse que foi seguida duas vezes depois do crime. A última perseguição teria ocorrido neste ano, no mês de junho. A outra afirmou que, mesmo passados 13 anos, acha que corre risco de vida.
O réu Laureano Vieira Toscani, que atualmente mora nos Estados Unidos, foi o primeiro dos três réus a ser ouvido. Ele negou participação no crime. Disse que não estava no local no momento do fato. Admitiu, no entanto, que fazia parte de um grupo de skinheads.
— Me envolvi em muita briga e arruaça, mas nunca feri ninguém. Eu não ofereço risco a ninguém — afirmou o réu.
 O depoimento do réu Fábio Roberto Sturm. Ele disse que não sabia se os outros acusados eram ou não neonazistas. Admitiu que estava no momento do crime, mas que não teve participação. A mesma versão foi dita pelo outro réu, Thiago Araújo da Silva.
— Eu estava no bar tomando cerveja e já estava indo embora quando começou a confusão. Mas eu não tive participação.
Logo após os depoimentos dos réus, a promotora Andréa Almeida Machado falou por três horas.
Não podemos admitir que na nossa cidade uma pessoa tenha medo de andar na rua com indumentária que lhe caracteriza com determinada religião — disse Andréa sobre o quipá (chapéu usado por judeus), usado pelas vítimas quando foram atacadas.
A promotora disse que o grupo estava naquele local com intenção de atacar as vítimas:
— Esse grupo pretendia a morte daqueles meninos. Todos agiram de alguma forma. Ou batendo, ou fazendo segurança ou para organizar a fuga. Todos agiram com dolo.
Durante sua manifestação, a promotora mostrou vários materiais apreendidos com os réus, como bandeiras “White Power”, bandeira com a suástica e livros de Adolf Hitler.
— Mas eles não são nazistas — ironizou a promotora.
Logo depois, falou o assistente de acusação. O advogado João Batista Costa Saraiva reclamou da morosidade do Judiciário.
— Isso é vergonhoso. Um processo levar 13 anos é uma vergonha. Mas minha confiança absoluta é que esse corpo de jurados não irá falhar.
O ataque aconteceu em maio de 2005, em frente a um bar na Rua Lima e Silva. Na época, a investigação apontou que os agressores, que estavam dentro do estabelecimento, teriam visto as três vítimas do lado de fora, usando quipás (chapéu usado por judeus). O trio teria saído do local e os surpreendido com golpes de facas e canivetes.
Segundo denúncia do Ministério Público (MP), os três réus seriam integrantes de um grupo chamado “Carecas do Brasil”, que divulgava ideias discriminatórias na internet e conteúdos antissemita e nazistas, pregando a supremacia da raça ariana.
O assistente de acusação João Batista Costa Saraiva, durante sua manifestação, disse que “esse trio de acusados tem que responder por tentativa de homicídio independente do papel que exerceu na agressão, se chutou ou esfaqueou.”
“Há coisas que são inegociáveis. A democracia não pode ser limitada. E volto a dizer: o que está no banco dos réus é o ódio”, completou.
A promotora Andréa de Almeida Machado sustentou que “as testemunhas são categóricas reconhecendo os mesmos [réus].”
A promotora do caso, Andréa de Almeida Machado, afirmou durante a sessão que uma das vítimas tem medo de usar quipá. O chapéu característico da religião judaica era usado pelos rapazes no momento da agressão. “Meu pedido é: que não se mate por um quipá”, disse ela.fontes:https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2018%2F09%2F19%2Fretomado-juri-dos-tres-acusados-por-ataque-a-jovens-judeus-em-2005-em-porto-alegre.ghtml&h=AT17MOLLKYF13Wllm2VTZAv3UT2mQzZ4o2PJ_KkpUqoozcK3dM9XZEphIS58BDEbndmMFXepqEN6QbYi6iPWx0phD9ZIpPBot68wKfnQz0z3g5BiKS7w6I7gCsmEnJUPx-dDwg https://gauchazh.clicrbs.com.br/seguranca/noticia/2018/09/treze-anos-depois-do-crime-comeca-juri-de-grupo-acusado-de-atacar-judeus-em-porto-alegre-cjm8hfvdk04gl01px5135fgwa.html
Bons Negócios  !!    Colaborou para esta matéria Dr Rodrigo Noble

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