BOVESPA NÃO SEGUE QUEBRA DAS BOLSAS NO EXTERIOR E VEM FORTE

— O início do pregão desta quinta-feira é marcado pelo exterior tenso, com quedas expressivas nas bolsas globais e no apetite por risco, a continuidade da volatilidade e a expectativa por dados de emprego e inflação nos Estados Unidos – que podem ou atenuar ou exacerbar o sentimento de maior cautela. Hoje o chamado “índice do medo”, o VIX, opera no pico dos últimos seis meses. O motivo? Temores de aperto monetário mais acelerado e drástico nos EUA e de uma desaceleração econômica global mais profunda do que se imaginava. Para Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe do Crédit Agricole no Brasil, o movimento tem mais cara de uma correção do que tendência secular de queda. “Nenhuma das supostas causas do sell off parece ter potencial para criar uma crise mais intensa,” disse.

— É certo que o mercado, especialmente nos EUA, precisava de uma correção. Alta após alta, os múltiplos das ações americanas parecem esticados – para alguns. Essa correção lá fora deve dar passo à extensão do movimento de realização aqui dentro – que tem câmbio, juros e bolsa recuando dos seus melhores patamares em meses. Também deve ofuscar o resultado da pesquisa Datafolha de ontem, que trouxe o candidato Jair Bolsonaro com vantagem de 16 pontos sobre o petista Fernando Haddad na disputa pelo segundo turno da eleição. Mesmo abalando as altas expectativas em torno ao seu programa mais liberal de governo, Bolsonaro continua sendo mais palatável ao mercado do que o PT no poder.

— Para um gestor que pediu anonimato, é precisamente essa negação do mercado à possibilidade de Bolsonaro abrir mão das pautas mais caras aos investidores – ajuste fiscal e mais livre mercado – que impedem que a coisa fique pior por aqui. “Ainda bem que o ‘Mito’ vai resolver tudo”, brinca. Hoje, o “Mito” deve ver sua vantagem sobre Haddad consolidada em mais algumas pesquisas. Além do VIX e do noticiário político-eleitoral, fique de olho nas vendas no varejo brasileiro de agosto, às 09h00, além dos pedidos de seguro-desemprego e núcleo do IPC dos EUA, que saem meia hora depois e podem desencadear mais volatilidade no exterior

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Mercado em um minuto, segundo Contribuidores TradersClub

— Bolsa: deve seguir bolsas globais, com risco de descolamento se o noticiário trouxer mais clareza em relação às intenções de Jair Bolsonaro no plano fiscal ou boas notícias em relação aos dados americanos.

— Ações: fique de olho nas estatais, após declarações do time de Bolsonaro sobre relutância em privatizar Petrobras no curto prazo; Suzano, que pediu aval da União Europeia para fusão com Fibria; CCR e Ecorodovias, que devem participar do leilão pela Rodovia de Integração do Sul; Burger King Brasil, que conseguiu recuperar o ritmo de vendas e lançou rede Popeyes; Oi, após decisão favorável à Pharol pelo STJ e com pedido do Banco do Brasil pelo adiamento de assembleia de credores; Eletrobras, com pedido das distribuidoras pela revisão do tratado de Itaipu; Petrobras, após anúncio de joint venture com Murphy no Golfo do México e após ANP indeferir repasse de subsídios do diesel para a estatal; Itaú, com indicação de Roberto Setubal e João Moreira Salles para conselho da XP; Even, após prévia do terceiro trimestre; setor de shoppings, após Morgan Stanley achar que está atrativo nos níveis atuais; Banco Inter, que teve rebaixamento de recomendação e preço-alvo elevado pelo Bradesco BBI: exportadoras de materiais e minerais, com desaceleração na economia e mercados da China.

— Destaques das recomendações: O Bradesco BBI elevou o preço-alvo do Banco Inter ON ($BIDI4) de R$21 para R$26 e rebaixou a recomendação do papel para neutra.fonte:https://www.tradersclub.com.br/blog/exterior-tenso/

Bons Negócios  !!

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