AS QUENTES DO DIA 08/11

1-   Primeira mulher confirmada para comandar uma pasta no governo Jair Bolsonaro (PSL), a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), escolhida para o Ministério da Agricultura, disse na noite desta quarta-feira, 7, esperar “corresponder” à expectativa do setor produtivo. Tereza afirmou ainda que é preciso ter cuidado com o que fala “porque o mercado é sensível”. A nova ministra deve se reunir com o presidente eleito, pela primeira vez após o anúncio de seu nome, na manhã desta quinta-feira, 8, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.
“O governo e a transição estão muito abertos ao diálogo. Temos de ter cuidado com o que vamos falar porque o mercado é sensível. Qualquer fala fora do tom pode prejudicar a abertura de mercado. Temos até 31 de dezembro para apresentar à sociedade o que é a cara do governo Bolsonaro”, afirmou Tereza Cristina ao deixar o prédio onde mora, na Asa Norte, o mesmo edifício em que o presidente eleito também ocupa um apartamento funcional. Ao ser questionada sobre o que pretende fazer no ministério, completou: “Prefiro sentar lá com eles para ver o que querem de mim e dar minhas opiniões. Temos muitos mercados a conquistar. Tudo indica que neste ano teremos uma grande safra novamente. Precisamos de crédito, estradas, infraestrutura”.

2-  Wall Street gosta de governo dividido e os investidores conseguiram exatamente o que esperavam. As ações subiram acentuadamente na quarta-feira após os resultados da eleição intermediária que deram aos democratas o controle da Câmara, mas aumentaram o controle dos republicanos sobre o Senado.
O Dow subiu quase 550 pontos, um ganho de 2,1%. O S & P 500 também subiu 2,1% e o Nasdaq subiu 2,6%. Os estoques atingiram os máximos do dia após o Procurador Geral Jeff Sessions anunciar que ele estava renunciando a pedido do presidente Donald Trump.
O controle dividido do governo tem sido tradicionalmente bom para as ações, disse David Rubenstein, co-fundador do Carlyle Group, falando no Bloomberg New Economy Forum em Cingapura.
“Não devemos supor automaticamente que a economia vá para o sul só porque as casas são controladas por diferentes partes”, disse ele. “Quando você tem casas controladas por partes diferentes, elas realmente precisam se comprometer um pouco se quiserem fazer alguma coisa, e isso às vezes é positivo”.

3-  Os executivos da Wells Fargo foram avisados de que o programa de seguro de automóveis do banco estava prejudicando os clientes quatro anos antes de ser fechado, de acordo com uma ação judicial. A Wells Fargo admitiu no ano passado que cobrava centenas de milhares de devedores por um seguro de automóvel que eles não precisavam. Alguns clientes até tiveram seus veículos recuperados por causa das cobranças desnecessárias.
Os membros do comitê executivo de gerenciamento de risco da Wells Fargo foram alertados em abril e julho de 2012 para “questões críticas” sobre o programa de seguro conhecido como seguro de proteção colateral, ou CPI, uma queixa não lacrada por um juiz na segunda-feira.
“Embora os executivos seniores do Wells Fargo soubessem que o esquema da CPI prejudicava os clientes, o Wells Fargo só fechou em setembro de 2016”, afirmou o processo de ação coletiva apresentado pelos clientes.

4-  O presidente Michel Temer convidou o presidente eleito Jair Bolsonaro para acompanhá-lo em viagens internacionais que fará até o fim do ano, inclusive para a reunião de cúpula do G20 na Argentina no final deste mês. Temer recebeu Bolsonaro no Palácio do Planalto para um ato formal para marcar o início da transição do governo atual para o eleito. Em breve pronunciamento à imprensa, Bolsonaro agradeceu a Temer pela receptividade e disse que pode, inclusive, pedir o auxílio do atual presidente depois que tomar posse em 1º de janeiro. “Não podemos nos furtar do conhecimento daqueles que passaram pela Presidência”, afirmou Bolsonaro, ao lado de Temer.

5-  O general da reserva do Exército Augusto Heleno foi confirmado nesta quarta como ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Mais cedo, o vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, havia dito que Bolsonaro deve escolher um nome da Marinha para ocupar a Defesa, hoje comandado pelo general da reserva do Exército Joaquim Silva e Luna. Atualmente, os generais que compõe a equipe do governo são todos do Exército. Além de Mourão e Heleno, estão o general da reserva Oswaldo Ferreira, que deve ser indicado ministro da Infraestrutura. Além do próprio Bolsonaro, capitão da reserva. Mourão afirmou ainda que o presidente eleito irá trocar os comandantes das três forças ao assumir a presidência. Segundo ele, um movimento normal com a mudança de governo. Segundo o general, o presidente eleito irá manter a tradição de indicar o oficial mais velho de cada força para o cargo.

6-  O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participou de reunião com lideranças partidárias na presidência da Câmara dos Deputados nesta quarta, em que foi discutida a aceleração do projeto que concede independência para a autoridade monetária e temas de prevenção à lavagem de dinheiro, disse uma fonte com conhecimento do assunto. Uma das ideias abordadas no encontro foi como fechar um acordo com lideranças partidárias para votar um regime de urgência para o projeto que concede independência ao BC, permitindo que o texto siga diretamente para o Plenário da Câmara na próxima semana, disse uma segunda fonte à Reuters. O líder do governo na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que a votação da proposta de autonomia do BC dependerá de todos os líderes e que caberá às lideranças decidirem se esta é uma matéria prioritária para a Câmara, afirmando que não há uma data para a proposta sobre o tema ser votada. A reunião aconteceu um dia depois de o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, ter destacado a urgência da aprovação da reforma da Previdência, o que também é ressaltado pelo mercado e analistas econômicos.

 

Bons Negócios  !!                     Yochanan Pinchas 

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