BOVESPA SOB STRESS

A decisão de ontem do Senado de aprovar o aumento de salário dos ministros do Superior Tribunal Federal, provocando um efeito cascata em todo o Judiciário que vai custar aos contribuintes nada menos que R$1,5 bilhão ao ano, é destaque negativo e reflete os desafios que esperam o presidente eleito, Jair Bolsonaro, em relação a conter a fome do Estado brasileiro por recursos. Isso, combinado com a pouca determinação do Congresso em votar a reforma da Previdência, ou parte dela, antes do final do ano, deve ofuscar notícias positivas, como o acordo para votar o projeto de cessão onerosa, programado para 27 de novembro, e o das incorporadoras.

— Outro motivo que deve manter o mercado sob estresse é o fato de que os estrangeiros ainda continuam embolsando lucros, mesmo após terem tirado quase R$6 bilhões da B3 no mês anterior. Isso está aumentando a procura por proteção. Hoje há uma enxurrada de resultados do terceiro trimestre que serão divulgados, com destaque para BRF e Azul pela manhã. O Banco do Brasil soltou números em linha com o consenso, mas a redução do guidance para crescimento da margem financeira pode incomodar o investidor. Fique de olho nos anúncios do novo governo, a agenda legislativa e o noticiário em relação aos planos de Bolsonaro para a economia.
Mercados hoje, segundo Contribuidores TC

— O rali das bolsas americanas de ontem, que reagiram aos resultados em linha com o consenso das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, puxaram a maioria das bolsas asiáticas na madrugada desta quinta-feira, também contaminando a abertura dos índices na Europa.

— Somente a China fechou o pregão na Ásia em território negativo, seguindo dados da balança comercial de outubro que mostrou alta maior que o esperado para as importações.

— Na Europa, o fechamento positivo na Ásia e o rali americano da véspera ajudam a puxar os índices para cima, em dia de mais uma rodada de balanços importantes: hoje teremos as do banco francês Société Generale, o banco alemão Commerzbank, a Siemens e a seguradora italiana Generali.

— Os investidores também ficam de olho em relatórios do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia com perspectivas para a economia da região.

— Mais indicadores de produção forte de petróleo nos EUA fizeram com que os preços da commodity recuassem nesta madrugada. Alguns analistas já começam a ver preocupações de sobreoferta mundial, que poderia levar à Opep, a organização dos países produtores de petróleo, a retomar os cortes na produção.

— Breve análise do último pregão no Brasil: Persiste muita indefinição em relação aos anúncios de consolidação fiscal e às reformas que o novo governo deve empreender. Isso fez o mercado desmontar posições compradoras e assumir um viés de maior cautela. Uma releitura do resultado das eleições de meio de mandatos nos EUA pode ter criado mais ruído na sessão de ontem.

— Segundo a imprensa local, o presidente eleito Jair Bolsonaro cogita manter o atual diretor-presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, no cargo. Esse parece ser o destaque corporativo do dia. Paulo Guedes, o futuro ministro da Fazenda de Bolsonaro, deve dar a última palavra. Já o ex-Vale Roberto Castello Branco deverá presidir o conselho de administração da estatal.

— Na sua teleconferência de resultados de ontem, a Petrobras afinou o foco da sua estratégia à espera da divulgação do plano plurianual da estatal, daqui a pouco menos de um mês. Redução de dívida, mais desinvestimentos, melhoria da eficiência e queda nos acidentes serão o norte estratégico da companhia para os próximos anos.

— A proposta dos distratos, aprovada ontem no Senado, deve ajudar a destravar valor das incorporadoras, principalmente, para aquelas atuantes nos segmentos de média e alta renda – onde os distratos têm maior incidência.

— Banco do Brasil, o segundo maior banco do país, divulgou nesta quinta-feira lucro líquido recorrente para o terceiro trimestre de R$3,4 bilhões, levemente acima do consenso de R$3,39 bilhões. O valor é 25,6% maior na base anual e 5% maior na base sequencial.

— Segundo o BB, a melhora no atendimento, o avanço da estratégia digital e novos produtos alavancaram o crescimento das rendas de tarifas, enquanto a melhor qualidade do crédito e controle das despesas administrativas ajudaram às margens.

— No entanto, o mercado pode reagir mal à decisão do BB de reduzir a meta de variação da margem financeira bruta, que passou de uma contração de até 5% para crescimento nulo, a uma queda entre 5% e 6,5% para este ano. Isso sinaliza que a pressão concorrencial e a demanda fraca por algumas linhas de crédito estão pesando na receita de juros e a atividade de crédito do banco estatal.fonte:https://tradersclub.com.br/blog/fed-bolsonaro/

Bons Negócios  !!

 

 

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