AS 6 DO DIA 26/11

1-  Em delação premiada à Polícia Federal, o ex-ministro Antônio Palocci relatou uma suposta atuação criminosa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar o projeto de nacionalizar a indústria naval e arrecadar recursos para campanhas do PT, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo Palocci, Lula e Dilma teriam determinado a cinco ex-diretores de fundos de pensão do Banco do Brasil, da Caixa e da Petrobras, indicados pelo PT, que incentivassem o “projeto sondas”. A operação resultou na criação da Sete Brasil, em 2010, empresa que buscava viabilizar a construção no Brasil de navios-sonda para explorar o pré-sal.

2-  Os Estados Unidos fecharam nos dois sentidos o principal posto de fronteira com o México na cidade de Tijuana, onde cerca de 5.000 imigrantes da América Central tentam asilo nos Estados Unidos. Novos confrontos na fronteira entre México e Estados Unidos marcaram o domingo. O governo mexicano prometeu deportar aqueles que tentarem entrar ilegalmente no país vizinho. À medida que se acentuam as tensões em Tijuana, Donald Trump pressiona o México para que aceite que os centro-americanos permaneçam em seu território enquanto aguardam que se resolva seu pedido de refúgio. No sábado, o jornal The Washington Post publicou que os Estados Unidos e o próximo governo mexicano que será chefiado pelo esquerdista Andrés Manuel López Obrador se encaminham para um acordo sobre o tema.

3-  A União Europeia (UE) aprovou neste domingo um histórico acordo de divórcio com o Reino Unido, que o presidente da Comissão Europeia classificou de “tragédia”, um processo sem precedentes que para terminar bem ainda precisa de uma difícil ratificação do Parlamento britânico. “Este é o melhor acordo possível para a Grã-Bretanha, este é o melhor acordo possível para a Europa”, disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em uma entrevista coletiva após a reunião de cúpula extraordinária de Bruxelas na qual os governantes europeus respaldaram o texto, ao lado da primeira-ministra britânica Theresa May. Agora, May precisa convencer o Parlamento britânico a referendar o acordo, tarefa considerada das mais difíceis por analistas. Boa parte dos parlamentares defende uma saída dura, sem acordo nenhum, e outra parte sonha com um novo referendo que derrube a proposta de dexiar a União Europeia.

4-  Com o crescimento global sofrendo cada vez mais fricções sobre tarifas e comércio entre as duas maiores economias do mundo, as tensões virão à tona quando Donald Trump e Xi Jinping se encontrarem à margem de uma cúpula de dois dias do G20 em Buenos Aires, que começa na sexta-feira. Será a primeira vez que os líderes se reúnem desde que Trump impôs tarifas de US $ 250 bilhões em importações chinesas para forçar concessões de Pequim a um maior acesso aos mercados chineses, à transferência forçada de tecnologia e ao roubo de propriedade intelectual. A China respondeu com tarifas de importação sobre mercadorias dos EUA. Os participantes do mercado não estão otimistas sobre qualquer progresso nas conversas do Trump-Xi, mas estão deixando espaço para surpresas. Há esperança de que ambos os lados mostrem disposição para negociar e adiar uma nova escalada de tarifas. As tensões entre os dois países dominaram as manchetes econômicas este ano, com ambos os lados impondo tarifas sobre os produtos uns dos outros. Trump ameaçou impor tarifas sobre todas as importações chinesas remanescentes – cerca de US $ 267 bilhões a mais em produtos – se Pequim não atender às demandas dos EUA.

5-  A Polícia Federal rastreou depósitos de US$ 3 milhões feitos por lobistas a contas bancárias na Suíça que seriam parte de um acerto de propina com políticos do MDB do Senado , entre eles o senador Renan Calheiros (AL), em troca de contratos na Petrobras. O relatório final da PF nessa investigação traz detalhes sobre a engenharia financeira montada para pagar propina ao MDB e atribui ao senador, potencial candidato à presidência do Senado, o crime de corrupção passiva — procurado, Renan negou e disse que a acusação será rejeitada pela Justiça.

6-  Os futuros de ações dos EUA apontaram para fortes ganhos no início da semana de negociações, com os futuros da Dow pulando mais de 200 pontos na esperança de sólidas vendas de férias dos EUA. Em outros lugares, as ações europeias começaram a semana na frente, com todas as principais bolsas da região registrando ganhos sólidos, com os investidores digerindo os desenvolvimentos positivos em torno da crise orçamentária da Itália e do Brexit. Mais cedo, as ações da Ásia fecharam mistas, em meio a preocupações sobre o crescimento econômico global. As manchetes relacionadas ao comércio provavelmente serão o principal condutor do sentimento nesta semana, com os investidores aguardando uma reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, à margem da cúpula do G20 na Argentina.

 

Bons Negócios  !!                                      Yochanan Pinchas

 

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