AS 6 DO DIA 31/01

1- Os mercados globais engataram forte tendência de alta diante de uma postura preventiva do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que assumiu um viés flexível na política monetária em sintonia com as perspectivas apreensivas de investidores sobre a economia mundial. O BC americano interrompeu o ciclo de alta na taxa básica de juros e sinalizou flexibilidade na redução de seu balanço de ativos. No comunicado que acompanhou a decisão do FED esta quarta-feira, o colegiado comandado por Jerome Powell removeu a menção a “elevações adicionais na fed funds rates” e reiterou que vê solidez na economia atualmente, com inflação perto da meta de 2%. No entanto, olhando à frente, a perspectiva é menos favorável, segundo Powell, daí a razão da paciência para avaliar os indicadores até definir os próximos passos para os juros. Era o que o mercado queria ouvir: o índice Dow Jones subiu 2% e o Ibovespa pegou carona com valorização de 1,42% a 96.996 pontos.

2- A timidez cedeu espaço à euforia em busca das ações da Vale nesta quarta-feira. O plano da mineradora de fechar cerca de 10 barragens como a de Brumadinho, todas em Minas Gerais, em um processo que impactará de cerca de 10% de sua produção e consumirá cerca de R$5 bilhões, como resposta ao desastre, foi bem recebido pelo mercado. Analistas veem menos incertezas a partir da iniciativa, que mostra a Vale buscando reverter problemas e riscos de acidente e tentando recuperar a imagem. De quebra, o anúncio provocou uma disparada nas cotações do minério de ferro. Uma tendência que pode até compensar na receita a queda no volume de produção. Vale fechou o dia em alta de 9%. Outras ações relacionadas a mineração também subiram, como a siderúrgica CSN, que também produz minério de ferro e registrou ganhos de 3,40%. Ao longo do dia, o papel da CSN chegou a subir mais de 10% e, de acordo com o Valor Econômico, houve até um erro operacional com uma ordem muito elevada de compra, o chamado “dedo gordo”, que acabou potencializando o movimento.

3- Na noite de ontem, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse a uma plateia de parlamentares que nenhum segmento da sociedade, nem os militares, será poupado na reforma das regras de aposentadoria. A decisão seria do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que, assim como Marinho, espera que a proposta seja aprovada pela Câmara e pelo Senado até meados de julho. A decisão foi confirmada pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, que também disse ontem que a reforma da Previdência “é uma só”. “É uma só, mas uma emenda constitucional e um projeto de lei”, disse o general, confirmando que “tudo seria enviado no primeiro semestre”.

4- Amanhã (1º) deve acontecer a votação para a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado. Entre as movimentações mais bruscas do governo, está a exoneração temporária do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deputado federal eleito, para votar na eleição para a presidência da Câmara. No Senado, a disputa interna do MDB entre Renan Calheiros (AL) e Simone Tebet (MS) tem como objetivo manter o partido no poder da Casa e deve acabar hoje.

5- A receita da Apple no iPhone caiu 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a empresa depois que os mercados fecharam na terça-feira.
 O CEO Tim Cook culpou as vendas por uma série de fatores, incluindo uma desaceleração na China, taxas de câmbio, um popular programa de substituição de baterias e redução dos subsídios de smartphones das operadoras.
 O encolhimento das vendas do iPhone levou à queda nos lucros do primeiro trimestre da Apple desde 2000. E Luca Maestri, CFO da Apple, disse aos analistas que a empresa espera que alguns dos fatores destacados por Cook continuem “afetando o desempenho do iPhone” no atual trimestre. Ainda assim, os ganhos foram ligeiramente melhores que os esperados pelos investidores no início do mês, e as ações da Apple subiram 5% no pregão.

6-

Uma decisão política dovish pela Reserva Federal durante a noite apoiou as ações europeias na quinta-feira com os preços do petróleo e uma forte atualização da Shell (LON: RDSa) enviando estoques de petróleo e ajudando a compensar as más atualizações da Nokia (HE: NOKIA) e Unilever (LON: ULVR). A Royal Dutch Shell informou que os lucros saltaram em mais de um terço no ano passado, para US $ 21,4 bilhões, o maior desde 2014, elevando suas ações em mais de 3% e tornando o índice do petróleo o maior ganhador do setor na Europa. Fortes resultados também da Diageo (LON: DGE), alta de 3,9 por cento depois que a maior companhia de bebidas espirituosas do mundo registrou vendas mais altas no semestre na quinta-feira, ajudadas pela força na Índia e na China. O alívio do Fed e a forte atualização da Shell foram, no entanto, parcialmente compensados ​​por algumas atualizações decepcionantes, que poderiam desencadear novos rebaixamentos para ganhar expectativas, uma vez que a perspectiva econômica permanece sombria. Na Asia Todas as bolsas fecharam em alta e os Futuros americanos apontam para uma leve alta na Abertura em Wall Street.

Bons Negócios !!_________________________Yochanan Pinchas
 


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