AS QUENTES DO DIA 08/02

1- Os juros futuros não ficaram livres da piora do sentimento do investidor e adicionaram prêmios de risco na curva de vencimentos. O contrato com vencimento em janeiro de 2020 subiu 10 pontos-base para 6,475%, acompanhando a alta do dólar frente ao real e também as incertezas quanto às reformas, mesmo depois de a agência de risco Standard & Poor’s reafirmar a nota soberana do Brasil em BB-, com perspectiva estável. Além disso, os juros reagiram ao comunicado do Comitê de Política Monetária do Banco Central que, depois de manter a taxa Selic em 6,50%, sinalizou que novos cortes na taxa básica são improváveis. Três meses atrás, a projeção era de que a Selic iria acabar 2019 em 8%. Os economistas veem a inflação anual abaixo da meta até 2021. Eles terão novos dados a se debruçar no assunto na sexta-feira, quando será divulgada a inflação oficial do País, o IPCA, de janeiro.

2- “Tem que ter paciência em Fleury. Não tem driver no curto prazo. Mas a empresa me parece uma das melhores posicionadas para enfrentar os desafios no setor de saúde, em especial a questão da inflação médica. Eu espero para esse ano eles lançarem uma solução atacando a alta sinistralidade e altos custos para empresas com saúde dos funcionários.”
Andre Santana (@pisetta)

3- Em dois anos no comando da Prefeitura do Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) deixou de gastar R$ 564 milhões em recursos disponíveis para ações de controle de enchentes e contenção de encostas. Dos R$ 731 milhões aprovados para esse tipo de gasto, a prefeitura utilizou apenas R$ 166 milhões, o equivalente a apenas 22% do total.

4- O volume do comércio exterior da Alemanha bateu um recorde em 2018, disse o Escritório Federal de Estatísticas, destacando como a maior economia da Europa está exposta a um sistema comercial global que está sob ameaça do protecionismo e da ameaça de uma guerra comercial. Os números anuais – mostrando que a Alemanha havia exportado 1,3 trilhão de euros em mercadorias e importado 1,1 trilhão de euros – superaram o recorde anterior estabelecido em 2017. O superávit comercial do ano diminuiu ligeiramente. A Alemanha, o motor econômico do continente, tem crescido por uma década graças ao seu papel de fornecedora de equipamentos para as nações industriais do mundo. Isso a torna vulnerável a uma possível guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, que assumiu uma postura mais protecionista no governo do presidente Donald Trump. Mas os números mensais mais recentes, mostrando um crescimento mensal inesperado tanto nas exportações quanto nas importações, parecem romper uma longa série de indicadores econômicos sombrios, possivelmente indicando que a desaceleração esperada há muito tempo da economia ainda pode ser adiada.

5- As ações do SoftBank Group subiram quase 18% em Tóquio na quinta-feira, depois que a companhia anunciou que recompraria até 600 bilhões de ienes (US $ 5,5 bilhões) de suas próprias ações no próximo ano.
 O aumento das ações é um impulso para a estratégia da CEO Masa Son de transformar a SoftBank de uma operadora de telecomunicações para o investidor de tecnologia mais poderoso do mundo. A recompra de ações tira uma folha do manual de Warren Buffett.
 A Berkshire Hathaway de Buffett tem uma política de recomprar suas ações se o preço cair abaixo de um certo nível.
 Os analistas gostaram do movimento SoftBank. “Há muito tempo argumentamos que a Softbank deve seguir as instruções da Berkshire Hathaway”, afirmou Atul Goyal, analista do banco de investimento Jefferies, em nota aos clientes.

6- O prefeito de Brumadinho (MG), Avimar de Melo Barcelos (PV), disse estar preocupado com o futuro da cidade atingida pela lama que vazou da barragem da Vale há exatamente duas semanas. ele falou que os R$ 80 milhões prometidos pela mineradora não são suficientes para as despesas atuais do município de 40 mil habitantes e deixam dúvidas sobre como se manter depois. “Além das arrecadações indiretas, que foram todas afetadas, através da Vale que estourou a barragem dela, a Justiça já fechou mais duas minerações dentro do município que geravam emprego e renda”, disse. Até a noite de ontem, a tragédia já havia somado 157 mortes, com 134 corpos identificados pelo Instituto Médico Legal. Ainda há 182 pessoas desaparecidas. Enquanto isso, outras duas comunidades mineiras se preocupam com potenciais riscos. Uma delas é Congonhas, que tem 5 mil habitantes e está cercada por 24 barragens. Para o secretário de Meio Ambiente da cidade, os planos de emergência das mineradoras são “furados” e não garantem segurança. A outra é uma comunidade histórica de Ouro Preto com 6 mil moradores, localizada bem abaixo de uma represa da Vale com quase 38 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro.

Bons Negócios !!

Be the first to comment

Leave a Reply