O CAPITÃO VOLTOU!! COM ALTA DO HOSPITAL, GOVERNO COMEÇA PARA VALER

Após duas semanas internado para a retirada de uma bolsa de colostomia, o presidente Jair Bolsonaro deve ter alta nesta quarta-feira. Segundo boletim médico divulgado ontem pela equipe do hospital Albert Einstein, onde está internado, o presidente está quase curado de uma pneumonia, sem febres e sem dores abdominais. As visitas ainda são restritas e a alimentação depende de suplementos nutricionais, mas o quadro já lhe permitiria volta a Brasília.

Com a possível alta do presidente, devem ganhar tração temas importantes como a reforma da Previdência e o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, mas também temas que ficaram em banho maria nos últimos dias, como nomeações para ministérios e a indicação do líder do governo no Senado. Segundo o jornal O Globo, está pendente a reestruturação do quadro de servidores, com a extinção de 21.000 cargos comissionados. No Congresso, deputados e senadores esperam o retorno do presidente para a formação de uma base mais sólida de governo, que atualmente conta apenas com apoio do PR.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a alta hospitalar fez com que ministros adiassem viagens previstas. Gustavo Bebbiano, ministro-chefe da Secretaria-Geral, adiou uma viagem de três dias para a Amazônia. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também iriam ao Pará. O adiamento vem um dia depois de Ricardo Salles se envolver em polêmica após criticar o líder ambientalista Chico Mendes em entrevista à TV Cultura, na noite de segunda-feira.

Mas a volta de Bolsonaro traz outro tipo de preocupação para integrantes do governo. O presidente deve ser o fiel da balança para uma série de temas que começam a surgir impondo as promessas de campanha e a agenda liberal às pressões do dia-a-dia. Ontem, o presidente usou o Twitter para comemorar o aumento do imposto de importação de leite em pó da União Europeia. Era uma demanda da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que bate de frente com a agenda de abertura defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes

Guedes e sua equipe também são defensores de uma reforma da Previdência rígida. A ver como este e outros temas importantes se definem no mundo real de Brasília com a volta do presidente.Fonte:https://exame.abril.com.br/brasil/com-possivel-alta-de-bolsonaro-governo-comeca-para-valer/

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