AS 6 DO DIA 07/03

1- O Dólar fechou no maior patamar desde 28 de dezembro e a bolsa caiu, chegando a descer abaixo dos 94 mil pontos na mínima desta quarta-feira, na volta do feriado prolongado de Carnaval. Sem novidades acerca da construção política para a reforma da Previdência no Congresso, nem evidências concretas sobre um desfecho das negociações comerciais entre EUA e China, os mercados tendem a ressentir da falta de catalisadores nos próximos dias, o que leva analistas a prever volatilidade e recomendar cautela em março. A aversão ao risco provocou alta firme do dólar em todo o mundo, com o real figurando entre as maiores perdas contra a moeda americana. Novos ruídos envolvendo um tuíte do presidente Jair Bolsonaro sobre o Carnaval geraram polêmica em redes sociais, provocando certo desconforto entre investidores, receosos quanto aos sinais de inexperiência do novo governo na articulação da base política. Aliás, com retirada de R$845 milhões no último dia do mês, os investidores estrangeiros fecharam fevereiro acumulado saldo negativo de R$1,09 bilhão no ano na B3. 

2- Na contramão da bolsa, as ações da CSN dispararam 9,39%, encerrando cotadas a R$15,15, maior nível desde junho de 2011. A siderúrgica divulgou uma projeção de EBITDA – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado de R$7,5 bilhões em 2019, além de ter circulado na comunidade TC a informação de que contratou o Citi para venda de US$1 bilhão de minério de ferro, um movimento que pode ajudar na estratégia de redução do endividamento da empresa. Na mesma ponta, as ações da Vale absorveram o impacto do afastamento temporário da diretoria, com substituição do CEO Fabio Schvartsman pelo diretor-executivo Eduardo Bartolomeo, e subiram 2,80%. Ambas as empresas também reagiram ao otimismo dos analistas com o cenário para os preços do minério de ferro. Para o Citigroup, a commodity pode chegar a tocar os US$100 a tonelada se um engarrafamento de oferta se apresentar perto do meio do ano; já o Morgan Stanley elevou a projeção do preço à vista em 30% para US$81 a tonelada pelo aperto na oferta de curto prazo.

3- E no fim da quarta-feira de cinzas, os torcedores da Mangueira, vencedora do Grupo Especial das escolas de samba do Rio, mostraram o que é amor por uma escola. Eles encheram a quadra, que tem capacidade para 9.000 pessoas, e aguentaram um calor absurdo: sem energia elétrica por três horas, o lugar ficou sem ventilação artificial e natural – o teto da escola é retrátil. Mesmo assim, a festa durou mais de cinco horas.

4- Com a expectativa de ter um resto de semana esvaziado por causa do carnaval, somente na semana que vem o Senado deve retomar o revezamento de ministros nas comissões permanentes. As duas presenças mais esperadas são as dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça), mas além deles deverão comparecer mais sete ministros. Guedes já tem data marcada para ir ao Senado: no dia 12 de março ele estará na Comissão de Assuntos Econômicos para debater o endividamento dos estados. Na mesma semana, ainda sem dia definido, Guedes também é aguardado em uma sessão temática no Plenário da Casa para debater a reforma da Previdência e o Pacto Federativo. Moro, convidado por duas comissões – a de Direitos Humanos (CDH) e a de Constituição e Justiça (CCJ) – deve ser ouvido em uma sessão conjunta desses colegiados, mas a data ainda está sendo negociada.

5- Os mercados acionários da Europa abriram em baixa na quinta-feira, em um dia em que se espera que o Banco Central Europeu defenda mais estímulos monetários na reunião da reunião do conselho diretor para elaboração de políticas. As bolsas Asiáticas fecharam confusas , com Australian ASX e Shanghai Composite subindo enquanto o resto do continente fechando em queda . O s Futuros americanos apontam para uma abertura em queda , em Wall Street , a quarta sessão seguida.

6- Pela segunda vez no mundo, um paciente viu diminuir sua carga de vírus HIV-1, causador da aids, e é provável que tenha sido curado, anunciaram, os pesquisadores. Dez anos após o primeiro caso confirmado de uma pessoa infectada que se livrou da doença, um homem conhecido apenas como “o paciente de Londres” não mostrou sinais do vírus por quase 19 meses após passar por um transplante de medula óssea e tratamento, informaram os pesquisadores na revista Nature.

Bons Negócios !!_____________________Yochanan Pinchas

Be the first to comment

Leave a Reply