BOEING VOANDO NA TEMPESTADE

Os problemas da Boeing continuam a subir à medida que mais países e companhias aéreas se juntam à longa lista de pessoas que escolheram aterrar o 737 Max 8 da empresa depois do acidente fatal de um jato da Ethiopian Airlines.
 
Foi a segunda queda de um avião 737 Max 8 em menos de cinco meses, e as autoridades de aviação do Reino Unido, Alemanha, França, Austrália, Indonésia, China e outros países reagiram ordenando que os aviões saíssem de seu espaço aéreo. Índia, Egito e Hong Kong aderiram à lista na quarta-feira.
 
A Boeing diz que tem “total confiança na segurança do 737-MAX”, mas as ações da empresa foram punidas. As ações da Boeing caíram 6% na terça-feira, elevando as perdas da semana para 11%.
 
A grande questão é se seria melhor para a Boeing encomendar um aterramento global dos mais de trezentos aviões 737 Max em serviço, embora a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos afirme que não há base para aterrar a aeronave. Ainda assim, quanto mais tempo o Boeing esperar para agir, maior será a pressão das autoridades de aviação em todo o mundo.

Um avião nunca cai por um único motivo, dizem os especialistas em segurança aérea. Ainda assim, a queda de uma aeronave da Ethiopian Airlines, matando 157 pessoas no domingo, tem sido um duro golpe para uma das gigantes da aviação mundial, a americana Boeing.

A fabricante responsável pela aeronave que caiu, um 737 Max 8. Foi a segunda queda de um Max 8 em poucos meses, após um acidente com a indonésia Lion Air, que matou 189 pessoas em outubro. A coincidência chamou a atenção de autoridades, sindicatos de pilotos e empresas parceiras, que ao longo do dia de ontem anunciaram uma onda de restrições a novos voos com o modelo.

No Brasil, a Gol, maior empresa aérea do país, suspendeu as operações com a aeronave. A companhia tem sete Max 8 em operação, voando para Estados Unidos, América do Sul e Caribe. Fora o desafio logístico de reorganizar os voos previstos, a empresa tem outros 133 Max 8 encomendados para os próximos anos, o que faz o acidente na Etiópia um ponto de incerteza sobre seu futuro. As ações da companhia caíram 2,9% ontem.

Mundo afora, países como Singapura, Austrália, China, Indonésia e Etiópia suspenderam as operações com o Max 8 em todos os seus aeroportos. Agências reguladoras dos EUA vão ordenar que a Boeing faça mudanças nos softwares da aeronave depois de encontrarem similaridades entre os acidentes da Indonésia e da Etiópia. Ainda assim, segundo as autoridades, é cedo para apontar falhas da fabricante — tanto que os voos com o 737 Max 8 continuam autorizados no país.

As ações da Boeing caíram na bolsa de Nova York a semana toda , a maior queda desde os atentados de 11 de setembro. A linha 737, lançada há 50 anos, é a mais vendida e mais bem-sucedida da história da aviação comercial. A nova linha foi lançada em 2017 e tem 351 aeronaves em uso, e mais de 5 mil encomendadas.

A fabricante está entre um cenário ruim, com possíveis atrasos na entrega das aeronaves, caso não se comprove maiores responsabilidades nas quedas, e outro caótico, com a comprovação de eventuais falhas. A análise das caixas pretas achadas ontem deve levar dias, e será analisada com lupa. Fonte:https://exame.abril.com.br/negocios/queda-na-etiopia-nubla-futuro-da-boeing-um-gigante-de-us-200-bilhoes/? https://www.investing.com/news/economy-news/top-5-things-to-know-in-the-market-on-wednesday-1805885

Bons Negócios !!

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