MANICÔMIO BRASIL

O Brasil sofre um segundo atentato terrorista doméstico, perpetrado por dois jovens – com evidentes Problemas Mentais – tendo sido planejado para atingir um único objetivo: Causar o maior número de mortos.

É evidente que há insegurança no Brasil, o Mundo vive uma onda de crimes, golpes, assassinatos sectários, grupos criminosos, terroristas, um caos. Mas o que estaria servindo de plano de fundo para fomentar essa onda catastrófica na qual a humanidade mergulhou?

Desde Cesare Lambroso1, até os dias atuais as ciências que se debruçam sobre o problema envolvendo criminosos e suas atuações nefastas contra a sociedade, pouco contribuíram para se construir um processo de prevenção ao crime. Na década de 1960 iniciou-se uma luta no mundo, contra a existência dos manicômios, foi batizado de Movimento Antimanicomial.

Graças a atuação desse movimento praticamente baniu-se os manicômios no Brasil, incluindo-se no sistema prisional pessoas com claros problemas mentais, problemas estes que se sabe não responderem aos tratamentos convencionais atualmente existente na comunidade cientifica.

Graças a uma política – que tem por fundo uma Doutrina Política – e prega a inclusão social, a total miscigenação entre pessoas sanas, saudáveis mentalmente e alienados mentais construiu-se uma sociedade totalmente permeada por atos cada dia mais cruéis. Em um determinado filme brasileiro, que consta a história de uma das principais favelas do Rio de Janeiro2, aparece um menor de idade fuzilando pessoas em um motel, em um crime que ficou conhecido pela sua crueldade.

Com o total abandono do sistema educacional brasileiro por parte de nossos governos, com a inclusão de uma política partidária nas academias – muitas vezes distanciando a prática científica da realidade em favor de suas teses – construimos um país no qual a interação entre pessoas enfermas mentalmente e pessoas sadias é uma realidade cotidiana. Soma-se a isso o fato de haver um considerável uso de drogas controladas por parcela produtiva da população, a criação de um movimento pela liberação de drogas que hoje são consideradas ilegais, bem como a banalização da violência por parcela considerável dos meios de comunicação gerou um cadinho tremendamente instável de uma população alienada, não contestadora do governo que a rege e extremamente violenta com as pessoas mais vulneráveis.

O cidadão produtivo – que deveria ser protegido pelo Estado – está totalmente à mercê de psicopatas e de doentes mentais que atuam livremente na sociedade, e que no passado eram segregados dela. No recorte histórico em que haviam manicômios, considerável parcela de psicopatas eram encarcerados – sem a progressão de regime – não regressando ao convício social. Não havia uma sensação de segurança, existia segurança, os lobos do homem estavam em seu lugar: TRANCADOS, LONGE DE SUAS PRESAS.

Hoje, no entanto, os degradados mentais andam pelas ruas – cometendo os mais diversos crimes e entregues a uma vida errante – os psicopatas ingressam no sistema prisional, promovem todo o tipo de crimes com o beneplácito do Estado (e com sua conivência) galgando cargos de chefia e comando em organizações criminosas. Não é o dinheiro que torna as facções um câncer, é o fato delas estarem nas mãos de homens que deveriam estar trancados em um manicômio.

Se existe a real intenção de construirmos uma Nação de fato, urge contratarmos funcionários aptos a identificarem perfis doentios em crianças em idade escolar, tratar e – quando necessário – segregar estes do convívio com crianças normais. Urge reativarmos os manicômios, identificarmos, segregarmos e contermos lideranças criminosas em locais apropriados, com visitas supervisionadas de familiares e o emprego de substâncias químicas para neutralizar seus impulsos criminosos.

1– (1835 – 1909) Médico italiano considerado o pai da criminologia, por ter dedicado estudos ao perfil de criminosos de sua época.

2– Filme Cidade de Deus, 2002, Direção Fernando Meirelles

Bons Negócios !! Dr.Rodrigo Noble

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