AS 6 DO DIA 09/04

“A vida é o que acontece com você enquanto você está ocupado fazendo planos.”
– John Lennon

1- O mercado terminou o pregão em compasso de espera, aqui e lá fora. Investidores aguardam a apresentação, prevista para terça-feira, do relatório do deputado Marcelo Freitas, do PSL, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara sobre a proposta do governo para a reforma da Previdência. A expectativa é de um parecer técnico sobre a admissibilidade do projeto, sem tratar de temas mais polêmicos, como o BPC – benefício para idosos mais pobres – e a aposentadoria rural. Isso deve ficar para a votação da matéria em 17 de abril, com qualquer sinal de desidratação no texto sendo potencialmente mal recebido pelo mercado. Levantamento da XP Investimentos mostra que os gestores trabalham com uma estimativa de economia fiscal de R$700 bilhões em dez anos com a reforma, ante o plano do ministro da Economia, Paulo Guedes, de pouco mais de R$1 trilhão. A respeito da articulação política para endossar a reforma, a perspectiva é que ao longo da semana o presidente Jair Bolsonaro receba líderes de seis partidos. Sem grandes novidades e com volume financeiro de R$9,02 bilhões, abaixo da média dos últimos dias, o índice Bovespa subiu 0,27% a 97.369 pontos.

2- Lá fora, uma dose de cautela abriu espaço para realização de lucros nas bolsas americanas após concluírem três valorizações semanais seguidas. O índice Dow Jones caiu 0,32%, enquanto o S&P500 virou para alta de 0,10% no fim do pregão. Investidores aguardam um desfecho concreto das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, o que deve ocorrer com uma possível reunião em breve entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Além disso, o mercado começa a fazer contas sobre a temporada de resultados das empresas americanas no primeiro trimestre. Há temores de que a desaceleração econômica nos EUA comece a impactar os lucros – gerando mais volatilidade nos mercados. Neste contexto, a agenda econômica internacional reserva poucas referências relevantes, com destaque para o relatório de oferta de emprego JOLTs após o dado do fim da semana passada que mostrou criação de 196 mil vagas em março, acima das projeções.

3- A nomeação de Abraham Weintraub para o lugar de Ricardo Vélez no Ministério da Educação foi vista com desconfiança por membros da cúpula militar do governo Jair Bolsonaro. Eles temem a continuidade da crise que paralisou a pasta. Ala dos generais queria um ministro com mais respaldo político, além de impor derrota ao grupo que defende as ideias do escritor Olavo de Carvalho dentro da administração federal. Weintraub foi um dos integrantes da equipe do governo de transição comandada pelo atual ministro Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Ele e seu irmão, o advogado Arthur Weintraub – que também integra o governo, como assessor-chefe adjunto da Assessoria Especial do Presidente da República -, participaram da formulação do programa de governo de Bolsonaro na área de Previdência, na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. O novo ministro defende expurgo do “marxismo cultural” na sociedade brasileira: “Se um comunista chega com o “papo nhoim nhoim, xinga”, disse Weintraubem encontro promovido por Eduardo Bolsonaro em dezembro do ano passado. Já Olavo de Carvalho chancelou indicação de novo ministro e cobrou realocação de seus alunos no MEC.

4- Segundo uma sondagem informal do jornal O Estado de S. Paulo, 198 deputados votariam a favor do texto da Reforma da Previdência no plenário – quase vinte a mais do que duas semanas atrás. Rumores de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve anunciar um amplo programa de desburocratização e de apoio financeiro aos Estados no próximo mês, além do tom menos belicoso de Bolsonaro nas redes sociais e de seus planos para anunciar o décimo-terceiro salário para os beneficiários do Bolsa Família, devem ajudar a mitigar a forte queda na popularidade do governo nos primeiros cem dias. De fato, Bolsonaro deve comemorar a data na quinta-feira, com alguns anúncios. É o Brasil político entrando nos eixos? Esperamos que sim.

5- O Banco Central (BC) divulgou mais uma edição do relatório Focus. A pesquisa semanal realizada com analistas de mercado aponta para uma leve elevação do IPCA no fechamento de 2019, indo de 3,89% para 3,90%. A projeção fica abaixo do centro da meta de inflação de 4,25% e dentro do intervalo de intolerância de 1,5 ponto percentual.

6- O pessoal da Airbus provavelmente sabiam que era bom demais para durar. As ações da empresa caíram 2,0% após o início do pregão de terça-feira, em resposta à notícia de que o governo dos EUA está preparando tarifas sobre importações de US $ 11 bilhões como reação ao que considera subsídios injustos ao campeão aeroespacial da Europa. A ameaça de um novo conflito comercial tem detido o mercado mais amplo e as Bolsas Europeias operam estáveis . Os mercados asiáticos terminaram misturados a partir dos preços de fechamento mais recentes. O Hang Seng subiu 0,27% e o Nikkei 225 subiu 0,19%. O Shanghai Composite perdeu 0,16%. Os Futuros Americanos ainda não sabem se vão ou ficam e promete mais um dia de muita volatilidade em Wall Street. A Airbus atingiu uma série de recordes de vendas este ano, capitalizando a posição da empresa como um duopolista em aeronaves de grande porte, um dos setores de crescimento global mais seguros dos próximos 20 anos.

Bonus- Os Estados Unidos estão ameaçando tarifas sobre bens europeus no valor de 11 bilhões de dólares, uma medida que pode aumentar as tensões entre os parceiros comerciais.
O representante de Comércio dos Estados Unidos propôs cobranças sobre centenas de exportações da UE em retaliação a subsídios supostamente fornecidos à fabricante de aeronaves européia Airbus.
As tarifas atingiriam os produtos da UE, desde aviões e seus componentes até vinho, queijo e peixe congelado.
O presidente Donald Trump em breve decidirá se deve impor tarifas sobre carros importados da Europa. Os Estados Unidos já impuseram impostos sobre as exportações europeias de aço e alumínio.

Bons Negócios !!________________Yochanan Pinchas

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