AS 6 DO DIA 10/04

“O mercado não é um desafio pessoal. Ele não se importa se você esta ganha dinheiro ou não.”
– Bruce Kovner

1- Temporada de resultados nos EUA será “hora da verdade” para ações, diz Morgan Stanley – Para Michael Wilson, estrategista-chefe de ações do Morgan Stanley nos EUA, investidores institucionais agora operam em modo FOMO (Fear of Missing Out), no qual todos esperam realizar movimentos somente quando o mercado tiver definido, ou seja, observando o que os outros investidores institucionais realizam.

2- Os dois indicadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) que buscam analisar o mercado de trabalho apresentaram piora na passagem de fevereiro para março. O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp) da FGV recuou 5,8 pontos, para 93,5 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, o menor patamar desde outubro de 2018.

3- O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou o WEO (World Economic Outlook) nesta terça-feira (9), no qual reduz a projeção de crescimento global para 3,3% – frente projeção anterior de 3,5% em janeiro último. Já em fevereiro de 2019, o volume de vendas do comércio varejista nacional ficou estável frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, após avanço de 0,4% em janeiro, informou o IBGE em uma nota enviada nesta terça-feira (9). A média móvel trimestral, após subir 0,5% em janeiro, recuou 0,6% em fevereiro.

4- Marcado pelo sentimento de cautela no exterior, com as ameaças de sobretaxas comerciais dos Estados Unidos à União Europeia e novos sinais de que a economia global pode ter seu pior ano em uma década, bolsa, câmbio e juros futuros mostraram desempenhos negativos no pregão desta terça-feira. Na renda variável, o destaque na ponta das quedas veio das exportadoras de commodities, assim como das siderúrgicas e os bancos, em um dia de volumes baixos e reflexo dos vencimentos de opções sobre ações e sobre o índice Bovespa na semana que vem. A novela ao redor da reforma da Previdência, que hoje vive mais um capítulo com a espera pela leitura do parecer do relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, assim como a expectativa pela reunião do Conselho de Política Energética para a definição dos termos de renegociação da cessão onerosa entre a União e a Petrobras, atraíram a atenção do investidor. Após tentativa de obstrução por parte da oposição, a sessão estava em curso na CCJ, já tendo sido aprovado requerimento para que a leitura ocorresse como primeiro item da pauta. O índice Bovespa fechou em queda de 1,11% a 96.291 pontos, com volume financeiro de R$9,55 bilhões – abaixo da média dos últimos dias.

5- Apesar do exterior conturbado por conta da redução das projeções de crescimento global feitas pelo Fundo Monetário Internacional na manhã de hoje e pelo mal-estar que deixou a ameaça dos EUA de sobretaxar US$11 bilhões de importações europeias, o mercado já vinha em uma tônica um pouco negativa. A leitura do mercado das declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ontem, de não ter mais condições de agir como um articulador da reforma, fez o dólar subir ao longo do dia. O real foi a moeda emergente com pior desempenho ante o dólar na sessão de hoje. Os juros futuros também sentiram o discurso – mesmo com muitos investidores achando que Maia não fez mais do que constatar uma nova realidade na relação entre os poderes Executivo e Legislativo, além de reiterar seu apoio à reforma. Isso demonstra que o investidor está sensível a qualquer ruído nesses dias – e assim deve continuar até a reforma mostrar sinais mais contundentes de aprovação.

6- Os mercados asiáticos terminaram misturados a partir dos preços de fechamento mais recentes. O Shanghai Composite ganhou 0,07%, enquanto o Nikkei 225 liderou o Hang Seng mais baixo. Eles caíram 0,53% e 0,13%, respectivamente. Os mercados europeus estão misturados hoje. O DAX sobe 0,40% enquanto o CAC 40 ganha 0,37%. O FTSE 100 está fora de 0,04%. Futuros Norte americanos apontam para uma ligeira alta na abertura em Wall Street.

Bons Negócios !!____________________Yochanan Pinchas

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