AS 6 DO DIA 12/04

“Se você não gosta de como as coisas são, mude-as! “
– Jim Rohn

1- O investidor voltou à tônica de ler nas manchetes políticas muito mais do que elas realmente dizem. Os mercados mostraram comportamento negativo nesta quinta-feira, com a bolsa recuando pelo terceiro dia consecutivo e o dólar se valorizando ante o real pela primeira vez em quatro sessões após o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dizer em um evento em Nova Iorque que a defesa da reforma da Previdência tem de ser feita de forma mais decidida pelo governo, que este precisa de mais articulação política e sugerir que, sem a atuação do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, o país já teria afundado. Falou alguma coisa nova? Não. Errou? Não. Ele simplesmente coloca uma questão clara: ele sempre defenderá a reforma, mas o presidente Jair Bolsonaro precisa parar de dizer que ele propôs a mudança das regras de aposentadorias a contragosto. “Quem está aqui pessoalmente vendo o Maia falar está achando bem melhor e mais tranquilo, em comparação com os headlines que estão saindo,” tuitou João Luiz Braga, gestor da XP, organizadora do evento. Braga, um dos jovens gestores mais bem-sucedidos no Brasil, constata que o clima ao redor da Previdência se mantém confuso e que é preciso, para o investidor, focar mais na direção das coisas e não no tom assumido pelos interlocutores políticos.

2- No caso dos DIs, o movimento foi suavizado pelo projeto de lei de autonomia do Banco Central, encaminhado pela Presidência da República ao Congresso. Para amanhã, a agenda nos traz o volume do setor de serviços em fevereiro em meio à fraqueza da atividade econômica. Em carta, a gestora SPX diz que prevê a taxa Selic parada nos próximos meses, com o debate sobre um possível corte ocorrendo no fim do ano após a possível aprovação da reforma da Previdência, que, nas contas deles, será votada “na melhor das hipóteses, no terceiro trimestre”. Já no exterior, a sexta-feira reserva números da balança comercial da China em março, produção industrial da Zona do Euro em fevereiro e índice de confiança do consumidor americano em abril.

3- A concessão do 13º pagamento para beneficiários do Bolsa Família, que foi anunciada por Jair Bolsonaro (PSL), atingirá sobretudo o Nordeste, em que o mandato do presidente tem a pior avaliação. O custo anual será de R$ 2,6 bilhões. A iniciativa foi uma promessa de campanha e a forma que o presidente encontrou para imunizar-se contra o veneno espalhado pelo PT de que ele acabaria com o benefício social se chegasse ao Planalto. Na prática, Bolsonaro tenta retirar a clientela do Bolsa Família da “coleira política” do PT, assumindo ele próprio o controle.

4- EUA e China avançam em guerra comercial com mecanismos de enforcement – Os EUA e a China sinalizaram acordo para a abertura de “escritórios de enforcement”, no sentido de assegurar que os termos acertados na guerra comercial sejam concretizados.

5- Líderes europeus acertam prolongamento do Brexit para 31 de outubro – A premiê Theresa May acertou com líderes europeus o postergamento do Brexit para o dia 31 de outubro, em meio a divergências sobre os termos da saída do Reino Unido da UE (União Europeia).

6- Os mercados asiáticos terminaram misturados a partir dos preços de fechamento mais recentes. O Nikkei 225 ganhou 0,73% e o Hang Seng subiu 0,24%. O Shanghai Composite perdeu 0,04%. Os mercados europeus estão hoje mais altos, com ações em Londres liderando a região. O FTSE 100 subiu 0,42%, enquanto o DAX da Alemanha subiu 0,36% e o da França, CAC 40, subiu 0,14%. Futuros Americanos apontam para uma abertura em alta, em Wall Street, mas vamos lembrar que hoje é sexta-feira, dia dos traders colocarem algum no bolso, para a cerveja do fim de semana.

Bons Negócios !!_________________Yochanan Pinchas

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