AS 6 DO DIA 15/04

“Eu gosto do impossível porque lá a concorrência é menor.”
– Walt Disney

1- A estatal Petrobras (SA:PETR4) admitiu que a União, controladora da companhia, pediu esclarecimentos após um anúncio de reajuste em 5,7 por cento nas cotações do diesel na quinta-feira, mas defendeu que a decisão de cancelar a elevação de preço tomada mais tarde foi técnica, segundo comunicado nesta sexta-feira. A petroleira acrescentou ainda que seu comitê de crise vinha acompanhando “cenário de potencial movimento grevista” por parte de caminhoneiros, insatisfeitos com os custos do combustível. “Diante do anúncio do reajuste… e das ameaças de início de uma nova paralisação, a União alertou para o possível agravamento da situação e solicitou esclarecimentos à Petrobras sobre o reajuste proposto… diante desse cenário, a Petrobras decidiu, com base em avaliação técnica, que, por ora, não alteraria o preço do diesel”, explicou a companhia.

2- Esta semana é mais curta devido ao feriado de Sexta-Feira Santa, quando os mercados estarão fechados. Internamente, começa agitada hoje , com o vencimento de opções sobre ações, mas prossegue sem muitos indicadores relevantes aqui e lá fora no decorrer dos próximos dias. Na terça-feira, o destaque fica para o PIB da China do primeiro trimestre, com dados de produção industrial e vendas do varejo do país asiático. Depois, na quarta-feira, será conhecido o Livro Bege do Federal Reserve, o banco central americano, que traz um sumário sobre o panorama econômico dos EUA. Na quinta-feira, os investidores deverão estar atentos às vendas do varejo dos Estados Unidos e aos índices de atividade na Alemanha, Zona na do Euro e também nos EUA. Com a agenda menos carregada, o mercado tende a ficar mais atrelado aos desdobramentos políticos em prol da reforma da Previdência. O investidor deve operar com cautela, ciente da sensibilidade dos preços dos ativos brasileiros a eventuais desencontros de notícias vindas de Brasília, a exemplo da volatilidade observada nesta semana. Por ora, governo e Centrão parecem ter firmado um entendimento para votar a reforma na CCJ antes da PEC do Orçamento Impositivo.

3- A velha e a nova política entram em rota de colisão com a notícia da denúncia contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que parece ser a gênese do mal-estar recente entre os poderes Legislativo e o Executivo e que pode frear ainda mais a tramitação da reforma da Previdência. Segundo os jornais uma perícia feita em sistemas da Odebrecht indicou repasse de R$1,4 milhão para as campanhas de Maia e de seu pai, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia. O mesmo fato já havia sido veiculado em fevereiro, mas o agravante agora é que ela chega em meio às tensões de Maia com o governo do presidente Jair Bolsonaro. O temor de alguns investidores é que o presidente da Câmara se sinta alvo direto da Lava Jato e trabalhe contra o governo, tramitando a agenda econômica a seu favor. “É claro que uma notícia como essa pode colocar ‘gasolina na fogueira’ de um Congresso ainda desorganizado. De forma alguma pode ser lida de maneira positiva para a agenda de reformas econômicas em um momento de desorganização da base,” disse Dan Kawa, diretor de investimentos da TAG Investimentos. Demorou! Tem que prender todo mundo!

4- O superávit comercial da China de março superou as expectativas do passado, mostraram dados oficiais, com as exportações subindo mais de 14% em relação a março do ano passado, superando as expectativas de um aumento de 7,3%. Os dados melhores do que os esperados diminuíram as preocupações sobre a desaceleração do crescimento econômico global e deram suporte às ações asiáticas.

5- O sentimento dos investidores esta sendo impulsionado em meio a desenvolvimentos positivos nas negociações comerciais Sino-EUA. Os dois lados concordaram com um mecanismo de fiscalização para policiar qualquer acordo comercial que eles concordem no futuro, segundo relatórios divulgados na semana passada. “Há certos compromissos que os Estados Unidos estão assumindo neste acordo, e há certos compromissos que a China está assumindo”, disse aos repórteres o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, durante as reuniões do FMI em Washington. “Eu esperaria que o mecanismo de aplicação funcionasse em ambas as direções, que esperamos honrar nossos compromissos, e se não o fizermos, deve haver certas repercussões, e da mesma maneira na outra direção”, disse ele, acrescentando que o dois países estão considerando realizar mais reuniões presenciais.

6- O progresso nas negociações comerciais entre os EUA e a China ajudaram a impulsionar os mercados acionários mundiais para uma alta de 6 meses e afastam os investidores dos paraísos fiscais, como o iene japonês. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse esperar que as negociações comerciais entre os EUA e a China se aproximem da última volta. O Federal Reserve dos Estados Unidos, pausando seus esforços de arrocho de taxas e a Grã-Bretanha adiando sua saída da União Européia, também ajudou a elevar o humor nos mercados de ações. “Parece que o otimismo tem um aperto decente por enquanto e todo mundo está focado no desempenho acumulado do ano nos mercados de ações”, disse Naeem Aslam, analista-chefe de mercado da TF Global Markets (UK) Ltd, em Londres. Nos EUA , os futuros apontam para uma abertura em alta.

Bons Negócios !!______________Yochanan Pinchas

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