AS 6 DO DIA 03/05

“Para se ter sucesso, é necessário amar de verdade o que se faz.”
– Steve Jobs

1- A Bovespa começou maio em queda, talvez como prenúncio da volatilidade esperada à frente. A partir do início da tramitação da reforma da Previdência na comissão especial – a primeira sessão está marcada para terça-feira da semana que vem –, a discussão sobre a proposta de mudança nas regras de aposentadorias tende a esquentar, com possíveis alterações no texto, reduzindo a economia fiscal estimada em pouco mais de R$1,2 trilhão na próxima década. Daí virão discursos e ruídos capazes de sacudir o mercado brasileiro ao longo deste e do próximo mês. Diante da perspectiva de sobe e desce na B3, estrategistas de bancos e corretoras recomendam comprar ações de empresas com sólido histórico de resultados. Olhando a longo prazo, o viés positivo segue quase consensual, sob confiança de que “alguma” reforma será aprovada até o fim do ano com o objetivo de conter a trajetória explosiva das contas públicas brasileiras. Em compasso de espera pelo andamento da reforma, os ativos brasileiros acabaram cedendo à piora da aversão ao risco nesta quinta-feira.

2- O índice Bovespa caiu 0,86% a 95.527 pontos. Os juros futuros mais longos acompanhavam o dólar e adicionavam prêmios de risco na curva de vencimentos. O mercado brasileiro reagiu hoje às declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na quarta-feira, sinalizando que não há espaço para corte em breve do juro básico dos EUA. Powell disse que a economia americana segue saudável e que a recente fraqueza nos indicadores de inflação é transitória. A indicação do comandante do BC dos EUA abateu as bolsas americanas na quarta-feira – quando o mercado brasileiro estava fechado – e voltou a repercutir novamente nesta quinta-feira. De todo modo, o cenário externo segue favorável aos mercados emergentes graças à interrupção do ciclo de alta de juros nos países desenvolvidos e ao programa de estímulos na China, segundo Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital. Em entrevista ao Valor, o gestor disse que o Brasil precisa ter pressa em avançar na agenda de reformas para não perder a janela de liquidez no mundo. “O desgaste desse governo tem se mostrado mais rápido do que se esperava (…) Quanto mais tempo demorar, pior.”

3- Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana, negou que a tentativa de pressionar Nicolás Maduro na terça-feira (30), que começou com um vídeo convocando as Forças Armadas, tenha sido uma derrota. O líder oposicionista afirmou que está consciente de que o processo pode ser longo e que Nícolas Maduro está cada vez mais isolado. “Eu não excluo a intervenção militar, porque já está muito claro o que é o regime de Maduro. Mas essa seria a última opção. Antes é pressionar como seja possível para uma transição livre. Nós sempre oferecemos alternativas, diálogo, eleição, só que eles sempre se negam, se fecham. Por isso é que não excluo a intervenção, mas não é o modo como nós gostaríamos”, disse. Já o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil irá “até o limite do Itamaraty” para ajudar no que ele considera o reestabelecimento da democracia na Venezuela. Bolsonaro disse ainda que “o Maduro não manda nele mesmo. Quem manda nele são os generais, os cubanos, em boa parte os russos. Ele é vigiado o tempo inteiro”.

4- Cinco ministérios com demandas urgentes de atendimento receberão R$ 3,6 bilhões remanejados de outros órgãos. A movimentação saiu em portaria da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia  publicada hoje (2) em edição extra do Diário Oficial da União. As pastas beneficiadas são os ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; da Infraestrutura; do Desenvolvimento Regional; da Cidadania; e da Mulher, Família e Direitos humanos. Em nota, o Ministério da Economia esclarece que o remanejamento não mudou o quadro fiscal. No fim de março, a Secretaria Especial de Fazenda tinha contingenciado (bloqueado) R$ 30 bilhões do Orçamento deste ano. O valor retido só será reavaliado no fim de maio, com a divulgação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas.

5- Os mercados asiáticos terminaram misturados a partir dos preços de fechamento mais recentes. O Shanghai Composite ganhou 0,52% e o Hang Seng subiu 0,46%. O Nikkei 225 perdeu 0,22%.
Os mercados europeus estão hoje mais altos, com ações em Londres liderando a região. O FTSE 100 subiu 0,71%, enquanto o DAX da Alemanha subiu 0,37% e o da França, CAC 40, subiu 0,30%.

6- Banco do Brasil diz que define juros por “aspectos técnicos” – A manifestação veio após um pedido de esclarecimentos feiro pela CVM acerca de “eventual pedido de redução dos juros dos financiamentos concedidos pelo emissor aos produtores rurais”

Bons Negócios !!__________________________Yochanan Pinchas

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