AS QUENTES DO DIA 06/05


“Você sempre pode recuperar um valor em qualquer outra ação. Não fique preso a um papel só para tentar ‘recuperar’ sem ter confiança que isso vai acontecer.”
Daniel Guerra (@guerradaniel)

1- Os investidores estarão observando atentamente os dados de inflação ao produtor e ao consumidor, que devem ser divulgados na quinta e na sexta-feira. Os números serão acompanhados de perto especialmente após o presidente do FED Jerome Powell minimizar na semana passada a recente fraqueza da inflação nos EUA e classificar como “transitória”. Powell disse que os formuladores de políticas não veem um argumento forte para mover as taxas em qualquer direção, apesar da pressão pública do presidente Donald Trump no sentido de reduzir as taxas de juros para estimular a economia. A previsão consensual é de que os preços ao consumidor aumentem O,04% no dado mensal e 2,1% anualmente. Então, Powell está certo em sua visão da inflação? Alguns indicadores recentes, desde o crescimento do primeiro trimestre até encomendas à indústria e produtividade, têm sido bem fortes. O outro lado é que a produção está crescendo mais devagar e os estoques estão aumentando. Os relatórios ajudarão a confirmar se a inflação lenta é realmente transitória.

2- Rio de Janeiro – Estudantes de três instituições de ensino federais estão organizando uma manifestação para a manhã desta segunda-feira, 6, em frente ao Colégio Militar do Rio (CMRJ), no bairro do Maracanã, zona norte da cidade. O presidente Jair Bolsonaro estará na instituição para o lançamento de um selo e de uma medalha comemorativos aos 130 anos do CMRJ. O ato deverá reunir estudantes do Colégio Pedro II, um dos mais tradicionais do Rio, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Maracanã, e do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). A manifestação será em protesto contra cortes no orçamento da Educação anunciados pelo governo Bolsonaro. Na semana passada, o ministro Abraham Weintraub disse em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo que o MEC iria reduzir o repasse de verbas a universidades que não atingissem desempenho adequado e que promovessem “balbúrdia” nos campi.

3- A China está considerando cancelar negociações comerciais com os Estados Unidos nesta semana, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu aumentar as tarifas sobre a China, informou o Wall Street Journal no domingo, citando uma fonte. Mais cedo no domingo, Trump anunciou que aumentaria as tarifas norte-americanas em US $ 200 bilhões em mercadorias chinesas nesta semana e terá como meta centenas de bilhões a mais em breve. A decisão sobre se as negociações serão canceladas depende de o vice-primeiro-ministro Liu He ir a Washington como planejado, informou o jornal, citando uma fonte, que acrescentou que as negociações canceladas obedecerão à estratégia da China de não negociar sob ameaça.

4- A bolsa acumulou variação negativa de 0,24% na semana em coincidência a um vácuo político no Congresso graças ao feriado na quarta-feira. Com o alento proveniente de dados fortes de geração de empregos nos Estados Unidos, o índice Bovespa se firmou acima dos 96.000 pontos, chegando a acelerar alta na reta final dos negócios devido à confiança do mercado quanto ao início dos trabalhos na comissão especial da Reforma da Previdência, dia 7 de maio. Aliás, em termos de calendário, a previsão do presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos, é votar a reforma em junho, o que abriria espaço para apreciar a proposta de mudanças na PEC antes do recesso – ao menos no primeiro turno. Mas tudo vai depender da articulação anêmica do governo, que tem gerado desconforto e provocado ruídos que se traduzem em volatilidade aos ativos brasileiros. “Se o país não conseguir abordar as sérias questões fiscais e de Previdência a médio prazo, a próxima década será mais uma década perdida, condenando o país a perder meio século” de crescimento e desenvolvimento sustentável, avalia Alberto Ramos, economista-chefe para a América Latina na Goldman Sachs. Hoje a Bovespa desaba !

5- No ano passado, uma equipe de 260 contratados em Hyderabad, Índia, acessou milhões de fotos do Facebook, atualizações de status e outros conteúdos publicados desde 2014. Os trabalhadores categorizam itens de acordo com cinco “dimensões”, como o Facebook os chama. Estes incluem o assunto do post – é comida, por exemplo, ou um selfie ou um animal? Qual é a ocasião – uma atividade cotidiana ou um grande evento da vida? E qual é a intenção do autor – planejar um evento, inspirar, fazer uma piada? O trabalho visa entender como os tipos de coisas que os usuários postam em seus serviços estão mudando, disse o Facebook. Isso pode ajudar a empresa a desenvolver novos recursos, aumentando potencialmente o uso e a receita de anúncios. Os detalhes do esforço foram fornecidos por vários funcionários da empresa de terceirização Wipro Ltd durante vários meses. Os trabalhadores falaram sob condição de anonimato devido ao medo de retaliação da empresa indiana. Facebook mais tarde confirmou muitos detalhes do projeto. Wipro se recusou a comentar e encaminhou todas as perguntas para o Facebook.

Bons Negócios !!_________________Yochanan Pinchas



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