AS 6 DO DIA 10/05

“O dinheiro segue a paixão, não o contrário.”
– David Siteman Garland

1- A China lamentou “profundamente” nesta sexta-feira a decisão dos Estados Unidos de aumentar de 10% para 25% as tarifas aplicadas para as importações do gigante asiático no valor de US$ 200 bilhões e anunciou que terá que adotar “as contra medidas necessárias”. Em um comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio dos EUA, o Ministério do Comércio da China disse que as negociações comerciais com Washington “estão em desenvolvimento” e espera que ambas as partes “trabalhem juntas para resolver os problemas existentes por meio da cooperação e do diálogo”. O aumento nas tarifas dos EUA para 25% dos 10% anteriores, sobre US $ 200 bilhões em produtos chineses, entrou em vigor à meia-noite (oficialmente 4:01 GMT) na sexta-feira e a China imediatamente prometeu retaliar. Embora políticos e economistas tenham sugerido danos econômicos generalizados, alguns analistas insistiram que ainda havia tempo para os dois lados se reconciliarem. O fato de o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, permanecer em Washington para um segundo dia de negociações comerciais foi visto como uma indicação de que ambos os lados ainda estão determinados a chegar a um acordo. Além disso, enquanto as tarifas entraram em vigor na sexta-feira, os EUA decidiram não aplicar o aumento a produtos que já estão a caminho, sugerindo que ainda faltam semanas para que Washington e Pequim cheguem a um acordo. Geng Shuang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, repetiu o pedido de Pequim para que os EUA “se encontrem no meio do caminho”. Ele não revelou detalhes sobre o plano de retaliação da China, sugerindo que os mercados devem “ficar atentos” para mais detalhes sobre tarifas de retaliação chinesas. O economista-chefe da Goldman Sachs, Jan Hatzius, minimizou ainda mais a escalada na guerra comercial, afirmando que só há cerca de 30% de chance de o presidente dos EUA, Donald Trump, abater tarifas sobre os cerca de US $ 300 bilhões das importações chinesas que ainda não foram atingidas.E os pequenos investidores já eram …

2- O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira, em transmissão feita por redes sociais, que não foi além do previsto na lei ao assinar o decreto que flexibiliza porte de armas no país, horas depois de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ter dito que a norma tem “algumas inconstitucionalidades” e pode ter sua validade suspensa pelo Congresso. “Não fui além do limite da lei”, disse Bolsonaro, ao afirmar que o decreto regulamentou “aquilo que pudemos”. Na transmissão ao vivo, o presidente evitou tecer qualquer comentário sobre as declarações de Maia a respeito de eventuais inconstitucionalidades do decreto de armas –o presidente da Câmara pediu uma análise da equipe técnica sobre a norma. Bolsonaro afirmou não ter visto críticas sobre o decreto de quem entende de armamento, mas, em tom de ironia, disse ter ouvido críticas apenas de “especialistas”. O decreto de armas tem sido alvo de críticas de parlamentares e estudiosos, tendo já tida a sua validade questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) e na própria Câmara.Bolsonaro diz que não foi além da lei ao editar decreto sobre armas.

3- O mercado brasileiro se recuperou ao longo do dia ao sabor das declarações do presidente americano Donald Trump. Mesmo assim, a bolsa caiu abaixo dos 95 mil pontos, enquanto o dólar subiu frente ao real, mas sem apagar a queda de mais de 1% na última sessão. Permanece ainda a incerteza sobre o acirramento da tensão comercial envolvendo Estados Unidos e China, com trocas de ameaças entre os dois países. Se depender de Trump, os EUA irão elevar tarifas sobre US$200 bilhões em produtos chineses a partir desta sexta-feira –iniciativa que sofrerá retaliações, de acordo com Pequim. Sob tal pano de fundo, uma comitiva chinesa conversa com autoridades americanas em Washington. E, segundo o próprio presidente dos EUA, ainda há chance de um entendimento entre as partes após ele ter recebido uma carta do presidente da China, Xi Jinping, e afirmar que se reunirá com chineses na noite desta terça-feira no que pode ser o encontro derradeiro para um desfecho das negociações que se arrastam há meses. O mercado teme que os EUA efetivamente elevem tarifas sobre importações chinesas, colocando fim à trégua entre os países e piorando a perspectiva para a desaceleração global. Por isso, investidores fogem do risco. O índice Bovespa caiu 0,83% a 94.807 pontos – depois de chegar a 93.883 pontos, na mínima.

4- Os juros futuros recuaram em bloco, com o mercado calibrando apostas após a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom. A sessão foi volátil, com a tendência de declínio nos prêmios de risco se firmando à tarde a partir da menor tensão dos mercados diante de novas declarações de Trump. Ao fim do dia, o contrato para janeiro de 2020 caía 3 pontos-base para 6,40%. Na véspera, o Copom manteve a taxa Selic em 6,50% ao ano, mas destacou que o grau de ociosidade da economia brasileira ganhou mais peso no balanço de riscos, assim como as apostas em torno da reforma da Previdência. Números de vendas do varejo em março, divulgados hoje, abaixo das expectativas fortaleceram o panorama de retomada lenta da atividade. Em paralelo, os trabalhos na comissão especial da reforma da Previdência evoluíram com certa tranquilidade nesta semana em comparação às sessões tumultuadas na Comissão de Constituição e Justiça. Para o secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, o relatório do projeto será apreciado pela comissão até o início de junho. O departamento de economia da Safra Corretora, chefiado por Carlos Kawall, mantém a perspectiva de que uma redução da Selic deve ocorrer no terceiro trimestre do ano – talvez coincidindo com avanço decisivo da reforma –, para 5,50%.

5- Os índices Dow Jones e S&P500 caíram pelo quarto pregão seguido em meio às incertezas sobre a guerra tarifária entre EUA. O pessimismo externo levou o índice VIX, termômetro de expectativa de volatilidade do índice S&P500, a disparar e atingir o maior patamar desde o começo do ano. Para operadores de mesa, o salto neste indicador sugere pressão de baixa sobre os mercados nas próximas semanas, podendo desencadear realizações de lucros em Nova Iorque após o forte início de ano das bolsas, que renovaram máximas históricas. Enquanto isso, papéis brasileiros acabam sofrendo a reboque do fluxo, mesmo diante de boas novidades da safra de resultados das empresas no primeiro trimestre. Por ora, a temporada tem mostrado que o foco em eficiência operacional pode beneficiar companhias em meio à fraqueza da economia, sob incertezas quanto ao rumo da agenda de reformas. Ainda hoje, o mercado conhecerá o balanço da Vale e de mais 20 empresas. Na sexta-feira, o calendário de resultados é mais comedido, ao passo que a agenda econômica destaca por aqui a inflação oficial do país em abril, o chamado IPCA, que pode influenciar em novas projeções para o rumo do juro básico brasileiro. Lá fora, também será conhecido o índice de preços ao consumidor nos EUA, assim como a prévia do PIB do Reino Unido no primeiro trimestre.

6- Com Trump dizendo que as negociações com a China estão indo mal, o pequeno investidor pode procurar um carrinho de cachorro quente para comprar e mudar de ramo…Os investidores chineses , em um ultimo suspiro de esperança ou porque os papeis estavam baratos demais resolveram comprar e suas bolsas subiram . Os investidores europeus ainda não sabem sobre o Twitter do Trump as 3 da manha e tambem compram…Futuros americanos já apontam para uma queda de 0,35% na abertura em Wall Street e que D’us nos acuda!

Bons Negócios !!____________________Yochanan Pinchas

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