AS 6 DO DIA 16/05

“Muitas pessoas gastam dinheiro que não tem, para comprar coisas que não precisam, para impressionar pessoas que não gostam”
– Will Smith

1- Após atingir o menor patamar intradiário desde o início de janeiro, aos 90.294 pontos no pior momento do pregão, o índice Bovespa se recuperou na metade do dia e fechou em 91.623 pontos, desvalorização de 0,51%. A melhora no índice veio motivada pela alta das bolsas americanas por conta da percepção de distensão na guerra tarifária em meio a uma rodada de dados econômicos fracos em várias partes do mundo, como vendas no varejo e produção industrial na China. De acordo com agências de notícias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve adiar a imposição de tarifas sobre a importação de veículos da União Europeia e do Japão, em uma tentativa de evitar retaliações enquanto prossegue em negociações comerciais junto à China. As ações de montadoras subiram em Nova Iorque e ajudaram os índices Dow Jones e S&P500, que avançaram 0,45% e 0,58%, respectivamente. O mercado ainda digere se a recente correção nas bolsas vem para valer ou se foi algo pontual. Por isso, nas próximas sessões, investidores seguirão acompanhando o noticiário internacional à espera de uma definição concreta sobre a disputa comercial entre EUA e China.

2- Dólar passa dos 4 reais com notícias de investigações e citação em delação envolvendo, respectivamente, o filho do presidente Jair Bolsonaro, Flavio Bolsonaro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o imbróglio da vez foi a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, aprovada na véspera com derrota do governo por placar expressivo. Weintraub falava em plenário da Casa, enquanto professores promoviam paralisações e protestos contra o corte de verbas da pasta. Para a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann, é necessário começar do zero a reconstrução da base aliada.

3- Os juros futuros incrementaram prêmios de risco na curva de vencimentos, também desacelerando a tensão ao longo do dia até o fechamento. A pauta política conturbada, com desvio de foco agora ilustrado pelas manifestações nas ruas, gera apreensão a respeito do êxito da proposta do governo de mudança nas regras de aposentadorias – fator crucial para o equilíbrio das contas públicas. O contrato para vencimento em janeiro de 2025 subiu 9 pontos-base para 8,640%. Por outro lado, o juro futuro mais curto, para janeiro de 2020, avançou 1,5 ponto-base a 6,410%. O mercado também reagiu à fraqueza da economia, que pode ensejar apostas de corte na taxa básica de juro, a Selic. Um dia depois de a ata da última reunião de política monetária do Banco Central prever desaceleração da economia nos próximos meses, o indicador IBC-Br, termômetro do PIB calculado pelo BC, caiu mais que o previsto em março. O banco Barclays cortou a previsão para o PIB neste ano, de 1,7% para 1,2%. Neste contexto, na agenda de amanhã, o mercado conhecerá o índice de inflação IGP-10 de maio e, lá fora, serão divulgados dados do setor imobiliário e do mercado de trabalho nos EUA.

4- O governo brasileiro cancelou um evento organizado pela Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) que estava marcado para os dias 19 e 23 de agosto em Salvador. A Semana Climática América Latina e Caribe é um dos eventos preparatórios da Conferência do Clima (COP-25), que será realizada em dezembro em Santiago. O Brasil desistiu de sediar a COP-25 em dezembro, por decisão de Jair Bolsonaro, ainda na condição de presidente eleito. Questionado sobre o cancelamento, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que não faz sentido “manter um encontro que vai preparar um outro (COP-25) que não vai acontecer mais no Brasil”, declarou.

5- Altos funcionários da Boeing (NYSE: BA) Co e de um grupo de comércio aeroespacial dos EUA pediram na quarta-feira ao governo dos Estados Unidos que restrinja as tarifas impostas à União Européia sobre subsídios ilegais de aeronaves para evitar prejudicar os fabricantes americanos. Os comentários foram feitos em depoimentos preparados em uma audiência realizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA sobre as tarifas propostas para mercadorias da UE relacionadas à disputa. Os Estados Unidos e a UE ameaçaram impor bilhões de dólares de tarifas de retaliação em aviões, tratores e alimentos em uma disputa de quase 15 anos de subsídios aéreos transatlânticos na Organização Mundial do Comércio por subsídios concedidos à Boeing e à rival européia Airbus. Theodore Austell, executivo de assuntos legislativos e regulatórios da Boeing, disse que sua empresa apoiou tarifas de 100% contra as importações da Airbus para forçar o cumprimento das conclusões da Organização Mundial do Comércio, mas acrescentou que elas deveriam ser limitadas a asas, caudas e fuselagens da França, Alemanha, Espanha e França. Grã-Bretanha. A imposição de tarifas em outras categorias, como material rodante ou “outras partes”, pode prejudicar a cadeia de suprimentos aeroespacial dos EUA, disse Austell em depoimento preparado.

6- Os mercados asiáticos terminaram misturados a partir dos preços de fechamento mais recentes. O Shanghai Composite ganhou 0,58% e o Hang Seng subiu 0,12%. O Nikkei 225 perdeu 0,59%. Na Europa os mercados funcionam em baixa e os futuros norte americanos apontam para uma abertura em queda , em Wall Street. Atualização : Com o Trump paralisando a taxação de importação de carros japoneses e europeus por 6 meses , anunciado agora pouco , os touros voltaram e prometem festa … bolsas sobem na Europa e Americanas vai abrir com forte alta .

Bons Negócios !!_______________________Yochanan Pinchas

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