AS 6 DO DIA 14/06

Sempre gostei do General Carlos Alberto dos Santos Cruz e não entendo sua demissão.

1- A balança comercial do agronegócio no Brasil apresentou retração de 1,4% em seu saldo entre janeiro e maio de 2019, em comparação com igual período de 2018, somando até aqui no ano 33,85 bilhões de dólares, de acordo com dados do Ministério da Agricultura. As exportações do setor brasileiro cederam 1,2% na comparação anual, para 39,8 bilhões de dólares, segundo os dados detalhados apresentados nesta quinta-feira. Grande parte do recuo provém da queda significativa nos valores de comercialização da soja, o principal produto de exportação do Brasil. Apesar de estabilidade no volume exportado da oleaginosa, de cerca de 43,4 milhões de toneladas, a receita acumulada mostrou diminuição de 10,3% na comparação anual, para 15,6 bilhões de dólares. Entre os principais produtos exportados, porém, a maior queda tanto em volume quanto em valor está no setor sucroalcooleiro, que cedeu 26,1% em termos de receita e 17,8% em volume, pressionado especialmente pelo fraco desempenho do açúcar, em um momento de ampla demanda interna pelo etanol. Em compensação, as exportações de carnes avançaram no acumulado do ano. A quantidade embarcada, ainda em comparação anual, saltou 7,9%, para 2,7 milhões de toneladas, enquanto o valor cresceu 8,9%, para 6,1 bilhões de dólares. O café também apresentou grande alta na participação da balança, apesar dos preços mais baixos no mercado internacional. Entre janeiro e maio de 2019, o volume exportado avançou 44,6%, para 963 mil toneladas, com um crescimento de 16,6% na participação financeira, chegando a 2,2 bilhões de dólares.

2- O general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido nesta quinta-feira da Secretaria de Governo da Presidência da República pelo presidente Jair Bolsonaro. A informação foi confirmada pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. Santos Cruz será substituído pelo general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, que é comandante militar do Sudeste. Na Segov, Santos Cruz controlava áreas estratégicas do governo, como a comunicação do Planalto e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que atrai dinheiro da iniciativa privada para projetos de infraestrutura. A área da comunicação é especialmente sensível – e alvo de interesses do filho do presidente Carlos Bolsonaro e de seus aliados, alguns dos maiores críticos à atuação do general. No mês passado, Santos Cruz virou o alvo mais recente de ataques de olavistas a militares do governo, capitaneados pelo ideólogo Olavo de Carvalho.

3- O substitutivo ao texto da Reforma da Previdência foi apresentado hoje, e prevê resultado fiscal de R$1,13 bilhão, pouco mais de R$100 bilhões abaixo do que o governo pediu originalmente em fevereiro. A soma da economia com as mudanças nas regras previdenciárias atuais, de R$913,4 bilhões, e do crescimento da receita da Previdência Social, de R$217 bilhões, satisfez o mercado, que reagiu com uma alta, ainda que tímida, na bolsa e uma queda no dólar. Há, ainda, sinais de que a contagem para aprovar o texto ajustado na Câmara está perto dos 308 votos necessários.

4- Os juros futuros derreteram, dobrando a aposta de que, uma vez aprovada a reforma – e o investidor acredita que assim será –, o Banco Central cortará a taxa básica de juros Selic pelo menos em meio ponto percentual antes do final do ano. Isso porque não somente a situação fiscal mudará dramaticamente, mas porque a economia brasileira, que está em franca deterioração há quase um ano, precisa de uma dose de estímulo para tentar reagir. Amanhã, os dados do IBC-Br, a prévia mensal do PIB calculada pelo BC, pode trazer mais uma leitura fraca da atividade, aumentando a pressão – e as apostas – por uma Selic menor. 

5- Com o final de semana chegando, o investidor deve fazer uma retrospectiva do andamento da proposta – e como vai se posicionar para os debates da semana que vem na Comissão Especial da Câmara. O balanço é bastante positivo, apesar da demora e dos ruídos por conta da animadversão latente entre governo e Congresso. A potencial aprovação da Nova Previdência tira do caminho o principal problema estrutural da economia nacional, abre espaço para a aprovação de mais iniciativas que modernizem a economia e incentiva o empresariado a investir e empregar mais. Resumindo, uma reforma previdenciária sólida e ampla gera previsibilidade. Passado esse capítulo da novela da reforma, o foco volta aos indicadores e aos eventos corporativos. A divulgação de dados de produção industrial, vendas no varejo e emprego na China hoje à noite devem impactar em cheio o pregão de sexta-feira; o investidor está esperando resultados fracos em todos esses indicadores. Pela manhã, teremos dados do varejo e da indústria americana. No âmbito corporativo, fique de olho no leilão de venda da participação de mais de 36% que o GPA tem na Via Varejo para um consórcio de investidores, liderado pelo empresário Michael Klein, por volta das 10h30. Espera-se que aconteça sem maior contratempo. Além disso, os acionistas da Netshoes devem decidir se aceitam a oferta de compra de controle da companhia pela Magazine Luiza.

6- Os mercados asiáticos terminaram misturados a partir dos preços de fechamento mais recentes. O Nikkei 225 ganhou 0,40%, enquanto o Shanghai Composite liderou o Hang Seng mais baixo. Eles caíram 0,99% e 0,65%, respectivamente. Os mercados europeus estão operando em queda hoje, com ações na Alemanha liderando. O DAX esta caindo 0,56%, enquanto o CAC 40 da França está fora de 0,17% e o FTSE 100 de Londres está mais baixo em 0,15%. Nos EUA, os futuros apontam para uma abertura em queda , em Wall Street.

Bons Negócios !!_____________________Yochanan Pinchas
 

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