NASDAQ INFORMA QUE BOLSONARO VAI PRIVATIZAR TUDO

Por Tatiana Bautzer e Carolina Mandl

SÃO PAULO, 10 de julho (Reuters) – A venda de ativos estatais deverá conduzir transações de M & A e compartilhar o volume de ofertas no Brasil no segundo semestre do ano, disseram executivos de bancos e investidores, após um primeiro semestre mais lento do que o esperado. .

Como as liminares judiciais atrasaram a venda de ativos pela petrolífera Petroleo Brasileiro SA e a discussão sobre reforma previdenciária se arrastou no Congresso, o volume de fusões e aquisições no primeiro semestre do ano caiu 19%, para US $ 20,8 bilhões, segundo dados do Refinitiv.

Mas as empresas controladas pelo Estado enfrentaram menos obstáculos à venda de participações em empresas já listadas, e o volume de ofertas de ações subiu 45% no primeiro semestre, para 8,6 bilhões de reais (US $ 2,25 bilhões). Foi o melhor primeiro semestre do ano desde 2013.

Depois que a Suprema Corte do Brasil finalmente abriu caminho para o maior negócio do Brasil neste ano, a Petrobras vendeu para a France’sEngie SA uma rede de gasodutos de US $ 8,6 bilhões. Os bancos esperam que o volume de fusões e aquisições relacionadas à privatização cresça. A próxima no bloco é a unidade de distribuição de combustíveis Petrobras Distribuidora SA, que será privatizada através de uma oferta de ações até o final do mês.

“Estamos esperando uma nova rodada de leilões de infra-estrutura que pode incluir licenças para operar aeroportos, ferrovias e rodovias”, disse Hans Lin, diretor de banco de investimento no Brasil do Bank of America.

Espera-se que a aprovação da reforma previdenciária pelo Congresso destrave os movimentos estratégicos de empresas brasileiras que esperavam por uma perspectiva mais clara para a economia.

“Esperamos que as atividades de fusões e aquisições aumentem mais rapidamente no próximo ano, já que as transações demoram cerca de nove meses entre as negociações iniciais e os anúncios”, disse Eduardo Miras, diretor de investimentos do Citigroup. O Citi está liderando o ranking de consultoria de fusões e aquisições até agora este ano, com cinco acordos anunciados, totalizando US $ 10,2 bilhões.

Um dos poucos negócios privados anunciados é a proposta de fusão entre as processadoras de alimentos BRF SA e Marfrig Global Foods SA. Miras espera mais negócios no setor de energia no segundo semestre.

Alessandro Zema, chefe de país do Morgan Stanley no Brasil e também chefe de sua unidade de banco de investimento, também observou mais atividade nos mandatos privados recentemente, e espera novos negócios no varejo, após recentes aquisições do e-commerce Netshoes e varejista de eletrodomésticos Via Varejo SA.

“Indústrias mais diretamente afetadas pela recessão, como varejo e produtos de consumo, também tiveram menor atividade de M & A”, disse Zema. “Acreditamos que isso vai mudar com uma perspectiva melhor para a economia”.

Zema também destacou que algumas empresas brasileiras em boa forma estão buscando alvos fora do país como forma de equilibrar os riscos. No mês passado, a Natura Cosméticos SA adquiriu a Avon Products Inc..

Outro motor para futuras atividades de fusões e aquisições é o rápido crescimento de start-ups no país, que se tornou um alvo principal de investidores como o Softbank do Japão. A Softbank levantou um fundo de US $ 5 bilhões para a América Latina.

EQUITIES

Grande parte do crescimento no volume de ofertas de ações foi liderada pelos bancos estatais Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, que venderam suas participações na Petrobras e na empresa de energia Neoenergia SA, respectivamente. A Caixa também vendeu uma participação na resseguradora IRB Brasil Resseguros SA, pertencente a um fundo administrado pelo banco.

Muitos follow-ons previstos para os próximos meses também envolvem desinvestimentos do governo ou de empresas estatais, totalizando pelo menos 30 bilhões de reais. Esta lista inclui follow-ons do Banco do Brasil, da Alupar Investimento SA, da Petrobras Distribuidora SA e do IRB, além de um IPO da seguradora Caixa Seguridade.

Apesar dos altos volumes em ofertas de ações, apenas duas empresas ousaram uma oferta pública inicial até o momento: a varejista de artigos esportivos Centauro e Neoenergia SA.

“O mercado de IPOs seria retomado em uma escala relevante, uma vez que os investidores de capital estrangeiro retornariam maciçamente ao Brasil”, disse Cristiano Guimarães, diretor administrativo do Itaú BBA. “O retorno deles dependerá em grande parte da aprovação de uma reforma significativa da previdência.” Fonte:https://www-nasdaq-com.cdn.ampproject.org/c/s/www.nasdaq.com/article/privatization-to-dominate-capital-markets-ma-in-brazil-this-year-20190710-00586/amp

Bons Negócios !!

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