AS 6 DO DIA 13/08(DON’T CRY FOR ME ARGENTINA)

Cada povo tem os governantes que merecem…mas “los irmanitos argentinos” exageraram !!

1- Eu já sabia que o assunto no mercado seria a Argentina. Após o resultado da prévia eleitoral no país vizinho, que mostrou a chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner bem à frente daquela encabeçada pelo atual presidente Mauricio Macri, começaram a pulular no Twitter os comentários (e memes) de gente de mercado preocupada com o resultado das eleições argentinas em outubro. Um dos memes, no melhor estilo “rir pra não chorar”, fazia piada com a rivalidade Brasil-Argentina: “Chupa Joesley Day!!” A comparação não é esdrúxula. A segunda-feira foi, para os hermanos, um Joesley Day multiplicado por três. A reação dos mercados foi dramática como um tango: a bolsa caiu mais de 35%, o dólar subiu 15% frente ao peso e o banco central argentino elevou a taxa de juros para 74%. A inflação projetada para o fim do ano agora está em torno de 50%. A vitória de uma chapa potencialmente populista sobre o governo liberal de Macri, que tenta a reeleição, foi uma surpresa, dado que os investidores confiavam que o atual presidente argentino estava com a vantagem. E as consequências negativas não foram sentidas apenas no país vizinho: os ecos do bandoneon também foram ouvidos por aqui. Um retorno do kirchnerismo simboliza, para o mercado, a volta do intervencionismo econômico, possibilidade de calote e coisas do tipo. E embora a questão argentina possa ser considerada um problema menor em comparação a desafios como a guerra comercial, para nós brasileiros o buraco é mais embaixo. Aos olhos do mundo (e dos grandes investidores internacionais), somos todos emergentes e latino-americanos. Partilhamos alguns balaios, além de sermos parceiros comerciais. Dá até para ir além: a situação da economia argentina hoje nos é muito familiar e ainda somos assombrados pelo fantasma do retorno àquela situação. Poderia o Brasil vir a se tornar uma Argentina e, junto com os hermanos, cair no esquecimento para os mercados internacionais?

2- Como vem acontecendo há dias, quem prejudicou o desempenho do Ibovespa hoje foi o exterior, mais uma vez. O mau humor generalizado com as disputas comerciais entre Estados Unidos e China e com os sinais de desaceleração global, foi alimentado hoje pelo acirramento da tensão em Hong Kong e pela vitória de um candidato de esquerda nas prévias das eleições presidenciais na Argentina. Este último acontecimento foi o que mais pesou no humor para o investidor local. A derrota do presidente Mauricio Macri, de orientação neoliberal, para o peronista Alberto Fenández – que tem Cristina Kirchner como vice – nas prévias das eleições presidenciais argentinas reacendeu os temores do investidor quanto à possibilidade da volta do populismo de esquerda. Para o Brasil, o tsunami por lá também acabou sendo danoso. Por quê? Porque a Argentina é nada menos que nosso terceiro maior parceiro comercial, atrás apenas de China e Estados Unidos. Mas esse peso vem caindo conforme nossos vizinhos se afundam na crise econômica. O temor do investidor é que, com a volta de um candidato populista de esquerda, a economia argentina afunde ainda mais, prejudicando o Brasil. Na cena local, também não ajudou no apetite ao risco os dados do IBC-Br de hoje, que mostraram recuo de 0,13% da economia brasileira no segundo trimestre, na base sequencial e na série com ajuste sazonal. Com esse cenário de forte aversão ao risco mundo afora, o Ibovespa fechou em queda de 2%, a  101.915 pontos, com volume negociado de R$11,66 bilhões, dentro das médias diárias do ano.

3- A elétrica mineira Cemig (SA:CMIG4) realizou uma redução de 25% em seus cargos de superintendência e gerência, no que classificou como a maior reestruturação de sua história, informou a empresa em comunicado nesta segunda-feira. Realizado com o apoio de uma consultoria internacional, a reestruturação, que eliminou diversos níveis hierárquicos, visa aumentar a competitividade da companhia e proporcionar maior fluidez nos processos de decisão e interação entre áreas, segundo nota da Cemig. No mesmo comunicado, a elétrica também afirmou que seu Conselho de Administração aprovou um aumento no plano de investimentos da subsidiária Cemig Distribuição, conhecida como Cemig D, com a execução adicional de 1,2 bilhão de reais entre 2020 e 2022. De acordo com a Cemig, o objetivo do plano é “acelerar a modernização da base de ativos desta empresa, reduzir custos de operação e manutenção, melhorar indicadores de qualidade e aumentar a satisfação dos clientes”.

4- O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assegurou nesta segunda-feira que uma eventual tentativa de recriação da CPMF não será aprovada na Câmara dos Deputados “em hipótese nenhuma” e defendeu uma reforma tributária que inclua também Estados e municípios, e não apenas os tributos federais, como pretende a proposta a ser encaminhada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Em evento do Banco Santander, em São Paulo, ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, Maia também disse que Toffoli sugeriu uma “boa ideia” que é a retirada de temas tributários do texto constitucional.

5- Os mercados asiáticos terminaram amplamente em baixa hoje, com ações em Hong Kong liderando a região. O índice Hang Seng está em queda de 2,10%, enquanto o índice Nikkei 225 do Japão está em queda de 1,11% e o índice Shanghai Composite na China está em baixa de 0,63%.
Os mercados europeus estão hoje mais baixos, com as ações da Alemanha mais afastadas. O DAX caiu 0,72%, enquanto o FTSE 100 de Londres caiu 0,47% e o CAC 40 da França, 0,41%. Futuros em Wall Street apontam que a crise continua esta semana e que Argentina e Hong Kong vão jogar as bolsas na lama.

6- O mais alto funcionário da lei dos Estados Unidos apontou na segunda-feira para “graves irregularidades” no centro de detenção federal em Nova York, onde Jeffrey Epstein, financeiro e acusado de traficante de sexo, morreu no fim de semana no que o FBI considerou um aparente suicídio. “Agora estamos aprendendo sobre graves irregularidades nesta instalação que são profundamente preocupantes e exigem uma investigação completa”, disse o procurador-geral William Barr em Nova Orleans, em uma convenção da Ordem Fraternal Nacional de Polícia. “Vamos chegar ao fundo e haverá responsabilidade”, disse ele. No início do sábado, Epstein, de 66 anos, foi encontrado enforcado em sua cela no Centro Correcional Metropolitano (MCC), em Manhattan, onde o gerente multimilionário de fundos de hedge estava detido desde sua prisão em 6 de julho. Elogiando as supostas vítimas de Epstein por sua coragem em se apresentar, o procurador-geral disse que o caso do tráfico sexual “era muito importante para o Departamento de Justiça e para mim pessoalmente”. “Fiquei chocado e, de fato, todo o departamento estava, e francamente zangado, ao saber da falha da MCC em proteger adequadamente esse prisioneiro”, disse Barr. Enquanto o processo criminal de Epstein termina com a sua morte, o procurador-geral disse que os procuradores federais perseguiriam qualquer pessoa identificada como co-conspiradora. “Deixe-me assegurar-lhe que este caso continuará contra alguém que foi cúmplice de Epstein. Todos os co-conspiradores não devem ficar tranquilos. As vítimas merecem justiça e vão conseguir ”, disse Barr. Mais um amigo dos Clintons suicidado, não é o primeiro nem sera o ultimo…

Bons Negócios !!_____________________Yochanan Pinchas

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