AS 6 DO DIA 16/08 (BOLSONARO PROMETE RENEGOCIAR DÍVIDA DOS CAMINHONEIROS)

1- Os mercados continuaram a monitorar a conta do twitter de Donald Trump, pois os tweets do presidente dos EUA nesta semana sobre a guerra comercial EUA-China e o Federal Reserve provocaram extrema volatilidade. Trump deixou mercados em uma montanha-russa selvagem esta semana, todos com menos de 280 caracteres no Twitter. As ações de Wall Street tiveram uma alta na segunda-feira, com o S&P 500 perdendo 1,2%, em meio à preocupação com a falta de progresso nas negociações comerciais entre EUA e China. Os mercados de ações se recuperaram na terça-feira, com o S&P subindo quase 1,5% depois que Trump anunciou que adiaria novas tarifas sobre as importações chinesas, que deveriam entrar em vigor em 1º de setembro. Kenta Inoue, economista sênior de mercado da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities, apontou que o adiamento tarifário de Trump veio justamente quando as ações dos EUA estavam estagnadas. “Isso parece ser uma manobra rotineira do presidente dos Estados Unidos, que aplica a pressão sobre a China quando as ações estão bem e opta pelo acordo quando eles não estão”, disse Inoue.

2- Usuários do Facebook (O: FB) que estão processando a maior rede de mídia social do mundo por violação de dados em 2018 dizem que não foram avisados sobre os riscos associados à sua ferramenta de logon único, apesar de proteger seus funcionários, mostrou na quinta-feira um processo judicial.O logon único conecta os usuários a aplicativos e serviços sociais de terceiros usando suas credenciais do Facebook. O processo, que combinou várias ações legais, decorre da pior quebra de segurança do Facebook em setembro, quando hackers roubaram códigos de login – ou “tokens de acesso” – que permitiram acessar quase 29 milhões de contas. “O Facebook sabia sobre a vulnerabilidade do token de acesso e não conseguiu consertá-la por anos, apesar desse conhecimento”, disseram os autores em uma seção altamente redigida do pedido no Tribunal Distrital dos EUA do Distrito Norte da Califórnia, em São Francisco. “Ainda mais notoriamente, o Facebook tomou medidas para proteger seus próprios funcionários do risco de segurança, mas não a grande maioria de seus usuários.” O Facebook não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

3- A economia da Malásia cresceu 4,9% ano-a-ano no segundo trimestre, disse o banco central na sexta-feira, tornando-se a primeira grande economia do Sudeste Asiático a registrar uma aceleração de janeiro a março. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre superou a previsão de alta de 4,8% em uma pesquisa da Reuters, e foi mais rápido do que o ritmo anual de 4,5% nos primeiros três meses de 2019.O banco central manteve a meta de crescimento anual de 4,3-4,8%, mas disse que uma escalada nas tensões no comércio global poderia derrubar 0,1 ponto percentual do crescimento do PIB. O superávit em conta corrente diminuiu para 14,3 bilhões de ringgit (US $ 3,42 bilhões) no segundo trimestre, de 16,4 bilhões de ringgit no primeiro trimestre.($ 1 = 4,1820 ringgit)

4- Em mais um dia de trocas de gentilezas entre Estados Unidos e China, os mercados ficaram abalados e optaram pela cautela. De manhã, os índices oscilaram violentamente. Às 06h20 de Brasília, veio a mordida da China: o governo chinês sinalizou que retaliaria a última rodada de tarifas dos Estados Unidos por violar acordos entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump; as bolsas caíram. Duas horas depois, o assopro: o Ministério de Relações Exteriores do país asiático sinalizou o interesse em retomar as conversas com os americanos; as bolsas subiram.  
Os números do varejo nos Estados Unidos, que vieram acima do consenso, assim como os resultados do Walmart muito melhores que o esperado, ajudaram insuflar algum otimismo em Wall Street. Segundo a CNBC, é possível ver, por meio de vários indicadores, que a economia americana está superando a imagem desaceleração que a curva de Treasuries sugere, e a grande razão disso é a resiliência do consumidor americano. O índice Dow Jones Industrials fechou em alta 0,39% – depois de viver seu pior dia do ano ontem – e o S&P500 em alta de 0,25%. Por aqui, sem uma agenda importante em Brasília, o que imperou foi a cautela global, que levou os investidores estrangeiros a fazerem uma pressão de venda. O Ibovespa fechou em queda de 1,20% a 99.056 pontos, menor nível desde 18 de junho, com volume negociado de R$15,12 bilhões. Apesar da aversão ao risco, o dólar futuro fechou em queda de 1,49%, a R$3,997, influenciado pela decisão do Banco Central, anunciada ontem, de vender dólares no mercado à vista, combinado a leilões de swap reverso – coisa que não fazia desde 2009. Os juros acompanharam o câmbio e recuaram em bloco, com o DI com vencimento em janeiro de 2020 caindo 1 ponto-base, a 5,465%. 

5- As ações asiáticas encontraram certa base na sexta-feira após uma semana turbulenta, quando a China sugeriu mais apoio à sua economia, em meio a expectativas crescentes de estímulo agressivo de todos os principais bancos centrais. Investidores Europeus e Americanos encarnam os touros nesta sexta-feira e entram como loucos, no mercado de risco, prometendo fortes altas. Dax e Cac sobem quase um por cento nesta manha Europeia e futuros em Wall Street , neste momento mostram S&P500 +0,65% e Nasdaq +0,82%.

6- O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, anunciaram a possibilidade dos caminhoneiros renegociarem suas dívidas com o banco. Dívidas de cartão de crédito e outras despesas, como financiamento imobiliário, vão poder ser renegociadas. As negociações começam na próxima segunda-feira (15). “A caixa já tem uma renegociação com 3 milhões de pessoas, de até 90% de desconto. Seiscentas mil pessoas evitaram de perder suas casas. […] Temos um volume significativo de caminhoneiros que também podem evitar de perder suas casas a partir de negociação que já tínhamos e ampliamos para os caminhoneiros”, disse Guimarães. O anúncio foi feito durante live do presidente Bolsonaro, transmitida em sua conta no Facebook. Ele acrescentou que a renegociação é para crédito na CEF. Para casos de crédito no Banco do Brasil ou Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Caixa precisaria negociar com os bancos. Bolsonaro acrescentou que estão ocorrendo conversas com esses dois bancos para repetir as negociações também nessas instituições. O presidente da Caixa também disse que o governo fará um anúncio “revolucionário” a respeito de crédito imobiliário na terça-feira (20). Segundo ele, a novidade valerá para novos contratos. “A gente não pode mexer nos contratos antigos, mas vai gerar bastante demanda, bastante emprego. Será algo revolucionário”.

Bons Negócios !!_____________________Yochanan Pinchas


 

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