AS DO DIA 24/09

1- A China permitiu que alguns grandes compradores agrícolas comprassem milhões de toneladas de soja nos EUA sem incorrer em tarifas de importação, de acordo com a Bloomberg. Se confirmadas, as notícias adicionariam alguma substância à frustrante crônica de dois passos para a frente e um para trás um passo atrás de ambos os lados sobre como as negociações estão progredindo. O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse à Fox Business News mais cedo que iria encontrar seu número oposto, Liu He, para negociações em duas semanas, mas repetiu que o presidente Trump está “feliz com as tarifas” se não conseguir o acordo comercial que deseja.

2- O presidente Donald Trump está definido para se dirigir à Assembléia Geral da ONU, em meio a expectativas de que ele pressionará por algum tipo de ação contra o Irã em resposta aos ataques às instalações de petróleo da Arábia Saudita há 10 dias. Os aliados dos EUA na Europa se uniram a Trump culpando o Irã pelos ataques e também convocaram um novo acordo expandido para regular as atividades nucleares do Irã. Eles ainda não mostram sinais de endossar uma ação militar, mas seu chamado os aproxima muito da posição nos EUA do que há meses. O presidente Donald Trump disse que estava pronto para um novo acordo com o Irã, um ano e meio depois de retirar os EUA do acordo nuclear com o Irã e reimpor rigorosamente as sanções contra Teerã. Mas o presidente do Irã, Hassan Rouhani, que chegou a Nova York na segunda-feira para a Assembléia Geral da ONU, disse que não haverá negociações até que Trump facilite ou levante sanções, o que os EUA concordaram em fazer sob o acordo original. Quando perguntado pela ABC News na segunda-feira se Rouhani encontraria Trump, o ministro das Relações Exteriores do Irã Mohammad Javad Zarif respondeu enfaticamente: “Não!”

3- A Suprema Corte do Reino Unido decidiu, nesta terça-feira, que o primeiro-ministro Boris Johnson agiu ilegalmente quando aconselhou a rainha Elizabeth a suspender o Parlamento semanas antes da data para a saída britânica da União Europeia, e que, portanto, a suspensão é nula. A decisão abre caminho para os parlamentares retornarem ao trabalho na Casa, onde Johnson não tem maioria. Dessa forma, os legisladores, a maioria dos quais se opõe a sair da UE sem um acordo de separação –como Johnson ameaça fazer– terão mais oportunidades para impedir a estratégia do premiê. “A decisão de aconselhar Sua Majestade a suspender o Parlamento foi ilegal porque teve o efeito de frustrar ou impedir a capacidade do Parlamento de desempenhar suas funções constitucionais sem justificativa razoável”, disse a presidente da Suprema Corte, Brenda Hale. “O Parlamento não está suspenso. Este é o julgamento unânime de todos os 11 juízes”, acrescentou. “Cabe ao Parlamento, e em particular ao presidente da Câmara, decidir o que fazer em seguida.”

4- O tribunal superior da União Européia decidiu que o Google não precisa anular os resultados de pesquisa em todo o mundo para cumprir sua decisão de “direito ao esquecimento”, uma rara vitória para o gigante da Internet na Europa. A Starbucks também ganhou seu recurso contra uma decisão antitruste que ordenou que ela pagasse 30 milhões de euros em impostos para a Holanda, mas a Fiat Chrysler perdeu um recurso semelhante. Como tal, é difícil ler as folhas de chá quando se trata dos mais importantes impostos antitruste e tributários pendentes – aquele que ordena à Apple (NASDAQ: AAPL) que pague mais de 13 bilhões de euros em impostos para a Irlanda.

5- Após expansão acima do esperado no segundo trimestre, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) estima que a economia deve apresentar ligeiro crescimento no terceiro trimestre. Essa é a conclusão do Copom, na ata da última reunião, divulgada hoje (24).
“Os trimestres seguintes devem apresentar alguma aceleração, que deve ser reforçada pelos estímulos decorrentes da liberação de recursos do FGTS e PIS-PASEP – com impacto, em especial, no último trimestre de 2019”, disse o comitê. Ao excluir os efeitos desses estímulos temporários, o Copom acredita que o crescimento da economia será gradual.
Na última quarta-feira (18), o Copom decidiu reduzir a Selic mais uma vez em 0,5 ponto percentual, para 5,5% ao ano.

6- Os mercados asiáticos terminaram em alta hoje com ações da China liderando a região. O Shanghai Composite subiu 0,28%, enquanto o Hang Seng de Hong Kong subiu 0,23% e o Nikkei 225 do Japão subiu 0,09%. Os mercados europeus estão misturados hoje. O CAC 40 aumentou 0,24%, enquanto o DAX ganhou 0,02%. O FTSE 100 está fora de 0,23%.
Wall Street pode ter o gosto de outra corrida em algumas altas históricas de todos os tempos, na sequência das decisões da manhã e das notícias do comércio.

7- Daqui a pouco, por volta das 10 horas (fuso de Brasília), 9 horas em Nova York, o presidente Jair Bolsonaro fará o discurso de abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Essa prerrogativa de ser o primeiro a falar se deve ao fato de o Brasil, através de Osvaldo Aranha, ter presidido o conclave de 1947, que definiu, ou pretendeu definir, a ordem mundial pós-Segunda Guerra.
O representante brasileiro sempre se pronuncia para casa cheia. Pudera. Logo após seu discurso, cuja duração é de no máximo 20 minutos, vem o dos Estados Unidos, país anfitrião, mensagem essa que todo mundo quer ouvir, principalmente agora que quem assume a tribuna é o polêmico Donald Trump.
Até João Figueiredo, em 1982, nosso representante costumava ser o embaixador brasileiro na organização. A partir daquele ano, todos os presidentes, com exceção de Itamar Franco, discursaram pelo menos uma vez na Assembleia.
Sabendo dessa “desimportância”, o chefe de Estado do Brasil fala para seu público interno, já que sua locução aparecerá nos telejornais tupiniquins. Do jeito que a televisão mostra, até parece que o mundo inteiro o acompanhava.
Cascata! Se ele disser que pretende invadir o Suriname, ninguém vai perceber na hora.
Como escrevi acima, o pronunciamento mais importante é sempre o dos Estados Unidos, seguido pela China, que destronou a União Soviética da posição de vice.
Ah, não podemos nos esquecer dos países da vez. Estes agora são o Irã e a Arábia Saudita, por causa dos recentes ataques de drones e de mísseis às maiores refinarias de petróleo do Reino.
Nesta 74ª Assembleia, Jair Bolsonaro, ao contrário de seus antecessores brasileiros, também poderá ser uma atração, já que entre os assuntos mundiais mais badalados no momento estão os incêndios e a derrubada de árvores na Amazônia.
Resta saber se Bolsonaro vai dizer coisas genéricas, tais como “jamais permitiremos a internacionalização da Amazônia” ou se alimentará polêmicas com o presidente da França, Emmanuel Macron, com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, além de voltar a ofender a Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet.
Esses vinte minutos de nosso presidente serão importantes para o mercado brasileiro de ações. Se ele sossegar o facho, o Ibovespa poderá fazer novoshighs. Caso se volte contra seus moinhos de vento, a Bolsa cai.
Os grandes fundos internacionais costumam obedecer a regras rígidas de compliance na aplicação de seus recursos. Entre elas, está o respeito ao meio ambiente.
É importante que você, caro amigo leitor que investe em ações ou especula no Ibovespa, acompanhe a fala do capitão-presidente. Ela pode até não influir muito na ordem mundial, mas poderá impactar o seu bolso.

Bons Negócios !!__________________Yochanan Pinchas

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