MELHORES DO DIA 07/11(GUEDES FRUSTRADO COM LEILÃO)

1- O boi ainda não encontra resistência em sua trajetória de alta. Quando não sobe muito, sobe menos. Mas sobe. E assim, com o indicador Cepea/Esalq nos R$ 177,45, de ontem, em alta de 1%, acima das referências mínimas de balcão de algumas consultorias, reforça o mercado trabalhando em patamares mais altos.
A notícia de que os Estados Unidos estão rechaçando a liberação da carne bovina brasileira tirou um pouco de pressão sobre os frigoríficos, que estão com matéria-prima restrita e ajustada às necessidades atuais.
Tem boi comum, com rendimento acima de 55%, saindo a R$ 180,00. E boi China vendido hoje a R$ 184,00, 00 segundo o Grupo Pecuária Brasil (GPB). Ambos em São Paulo, praça com boi só de curral e, o consumo externo e interno respondendo, tende a puxar as demais regiões.
As altas são generalizadas nas principais praças originadoras, inclusive porque a novas plantas habilitadas à China estão a todo vapor, confirmando seus contratos, e enxugando os poucos animais disponíveis. Em cenário de pastagens fracas da entressafra.

2- Ao longo de três anos, a NASA sobrevoou a Califórnia com um avião que transportava um equipamento que captava imagens de gás e fez uma descoberta que surpreendeu até as próprias agências ambientais do estado: algumas operações são responsáveis pela grande maioria das emissões de metano.
Em relatório publicado na revista Nature na quarta-feira, os cientistas estimaram que 10% dos locais que liberam metano – que incluem aterros, usinas de gás natural e fazendas leiteiras – são responsáveis por mais da metade das emissões totais do estado. E uma fração das 272 mil fontes pesquisadas – apenas 0,2% – responde por 46%.
O relatório não identifica os “superemissores”, mas observa que os aterros sanitários liberam mais metano do que qualquer outra fonte no estado. O equipamento da NASA descobriu que um subconjunto desses aterros era o maior emissor da Califórnia e exibia “atividade anômala persistente”.
O estudo marca a primeira pesquisa sistemática em toda a Califórnia sobre o metano, um gás de efeito estufa 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono na captura de calor e que contribui para o aquecimento global. A liberação de metano tem sido um desafio contínuo para a Califórnia, que tem algumas das metas mais ambiciosas do país para reduzir as emissões e diminuir os impactos das mudanças climáticas.

3- Um consórcio da Petrobras (SA:PETR4) com a chinesa CNODC foi o único a apresentar lance na 6ª Rodada de licitação de áreas do pré-sal sob regime de partilha nesta quinta-feira, em nova frustração com certames nesta semana que surpreendeu até autoridades, o que pode levar a mudanças em regras no futuro.
Após ter se comprometido com bônus de assinatura de mais de 63 bilhões de reais no leilão da cessão onerosa na véspera, a Petrobras arrematou nesta quinta-feira com a parceira chinesa apenas o bloco Aram, na Bacia de Santos, com bônus de assinatura fixo de 5,05 bilhões de reais. A estatal ficou com 80% do ativo.
A oferta vencedora pelo principal bloco da rodada, o único dos cinco ofertados no certame que foi vendido, somou ainda o percentual mínimo de 29,96% de excedente em óleo à União, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que realiza o certame.
Isso aconteceu apesar de a Petrobras ter previamente exercido o direito de preferência para ser operadora, com 30% de participação, nas áreas de Sudoeste de Sagitário e Norte de Brava, além de Aram.
“Estou surpreendido sim com a Petrobras, e esperava que houvesse a contratação das três áreas (em que a Petrobras exerceu direito), mas isso não tira o brilho do conjunto da obra”, disse o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.
“O que não era esperado é a Petrobras ter exercido o direito de preferência, e não ter comparecido em dois, isso sim era inesperado”, disse.
Mas ele ponderou que a Petrobras é uma empresa e “quem está preocupado com o sucesso do leilão somos nós”.
“Eu acredito que a Petrobras ontem (no leilão da cessão onerosa) fez as ofertas que fez pelo interesse econômico e empresarial dela, da mesma forma como ela fez hoje também a oferta que fez, e as que não fez, por interesse empresarial dela”, completou Oddone.Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, “o exercício de preferência da Petrobras naturalmente reduz a competitividade do certame”.
“Isso é claro, nós já manifestamos essa visão ao Congresso Nacional… e o fato da Petrobras exercer o direito de preferência já reduzindo a competitividade e não participar, isso tem que ser efetivamente analisado e, realmente, não me parece ser de bom senso manter um regime como o que é hoje”, afirmou o ministro, sinalizando mudanças que devem ocorrer nas regras.Uma fonte do governo que pediu para não ser identificada afirmou que o “desejo de se acabar com esse direito de preferência (da Petrobras) já existe”.
“Acho que hoje a Petrobras deu força para esse argumento de acabar com a preferência… A Petrobras bandejou para o Congresso e para os políticos derrubarem o direito de preferência”, adicionou a fonte.
Sobre os comentários específicos das autoridades, a Petrobras informou por meio de sua assessoria de imprensa que não vai comentar o assunto.

4- Enquanto os jihadistas causavam mais estragos nos últimos dois anos, as empresas de mineração em Burkina Faso adotaram medidas extras de segurança, desde quartéis para tropas do governo que os protegiam a salas seguras para trabalhadores atrás de arame farpado e montes.
Os expatriados geralmente voam para dentro e para fora, enquanto a equipe local ainda dirige, mas em comboios vigiados.
Isso acrescentou milhões de dólares aos custos de segurança de empresas estrangeiras, principalmente do Canadá e da Austrália, que operam no país da África Ocidental, onde as mineradoras industriais devem produzir 60 toneladas de ouro este ano.
No entanto, o ataque desta semana a um comboio que transporta centenas de funcionários e contratados locais de uma mina pertencente à Semafo do Canadá (TO: SMF) expôs o quão vulneráveis ​​as empresas ainda são.
Pelo menos 37 civis morreram, com outros 60 feridos e dezenas de outros desaparecidos.
Ônibus e picapes abandonados estavam cheios de balas. Corpos ensanguentados caíram nos veículos e em uma estrada de terra vermelha. Os reforços militares chegaram, mas somente depois que o veículo de escolta principal explodiu, disseram autoridades.
“Este é o incidente mais mortal contra o setor de mineração ou qualquer empresa privada no Sahel desde a crise de reféns em Amenas de 2013”, disse Vincent Rouget, analista do Control Risks Group, referindo-se a um ataque a uma usina de gás na Argélia. deserto que matou dezenas de reféns estrangeiros.

5- O ministro da Defesa colombiano, Guillermo Botero, apresentou na quarta-feira sua renúncia após o dia anterior, quando se soube que escondeu do público o bombardeio militar de um campo montado por dissidentes dos guerrilheiros das Farc, agora desmobilizados, nos quais pelo menos oito crianças morreram.
“Hoje, em uma reunião com o presidente da república para analisar a situação política atual, foi acordado que o mais apropriado era apresentar minha renúncia ao cargo de ministro da Defesa Nacional”, disse Botero em comunicado oficial divulgado por seu representante. escritório.
A demissão de Botero ocorre um dia após a realização de um debate no Senado sobre uma moção de censura apresentada contra ele por falhas em sua política de segurança e defesa.
Durante o debate parlamentar, o senador Roy Barreras, com o Partido da União Européia, que prestou apoio fundamental ao ex-presidente Juan Manuel Santos, revelou o bombardeio militar no início de setembro de um campo de dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) guerrilheiros na província de Caqueta, na qual morreram sete crianças, incluindo uma menina de 12 anos.
Na quarta-feira, o Ministério Público aumentou o número de mortos para oito menores mortos na operação, número que as autoridades não divulgaram, apesar do fato de que, após a operação, informaram que ocorreram mortes no ataque.
Após a tempestade de fogo provocada pela divulgação dessas informações, Botero se encontrou com o presidente Ivan Duque, a quem apresentou sua carta de demissão em consideração ao fato de que é seu “dever como ministro da defesa ter uma leitura adequada sobre o clima político . ”

6- O Irã começou na quarta-feira a injetar gás em centrífugas usadas para enriquecer urânio em sua usina atômica de Fordo, dando mais um passo aos seus compromissos sob um acordo nuclear de 2015.
Um tanque com 2.000 kg de hexafluoreto de urânio (UF6) já foi transferido da instalação de Natanz para Fordow para injetar o gás nas centrífugas, segundo a agência de notícias ISNA.
Esse processo está sendo realizado na presença de inspetores da Organização de Energia Atômica do Irã, a agência responsável pelo monitoramento do programa nuclear iraniano.
Na noite de terça-feira, o chefe da organização, Ali Akbar Salehi, anunciou que a instalação de Fordow enriqueceria urânio em até 5%, além de produzir isótopos estáveis.
O Irã e seis grandes potências assinaram um acordo nuclear em 2015, que permitiu um limite de enriquecimento de 3,67%, mas os Estados Unidos se retiraram do pacto em 2018.
No entanto, as autoridades iranianas já excederam o nível estabelecido pelo acordo em julho, atingindo 4,5%.
Sobre a possibilidade de o Irã realizar 20% de enriquecimento, Salehi disse que não estava presente atualmente, pois tinha reservas “suficientes” de urânio enriquecido naquele nível.
Ele disse que, caso as reservas atuais se esgotem, Teerã poderá retomar a produção, já que o urânio foi enriquecido em até 5% e 20% em Fordow no passado.
Essas medidas ocorrem um dia após o presidente iraniano Hassan Rouhani ordenar que a agência atômica inicie a injeção do gás UF6 nas 1.044 centrífugas presentes nas instalações de Fordow.
Este é o quarto passo do Irã que viola o acordo. As medidas anteriores foram tomadas em maio, julho e setembro, aparentemente para pressionar os outros signatários (Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) a neutralizar as sanções impostas por Washington a Teerã.
O pacto de 2015 impôs restrições ao programa nuclear do Irã para impedir o desenvolvimento de uma bomba atômica em troca do levantamento de sanções internacionais.
A retirada unilateral dos EUA e sua reimposição de sanções, bem como o fracasso de outros signatários em combatê-las, levaram o Irã a quebrar gradualmente o pacto.
O Irã, no entanto, garantiu que as medidas tomadas até agora eram “reversíveis” e que cumpriria o acordo assim que as outras partes atenderem às suas demandas.

Bons Negócios !!__________________Yochanan Pinchas

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